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CPI aprova quebra de sigilo de Pazuello, Wizard e Ernesto

Publicada em 10/06/2021 às 18:06
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(Foto: Agência Brasil)
A CPI da Pandemia aprovou nesta quinta-feira (10) a quebra de sigilo telefônico e telemático dos ex-ministros Eduardo Pazuello, da Saúde, e Ernesto Araújo, da Relações Internacionais, assim como do empresário Carlos Wizard, que atuou como conselheiro informal do governo durante a pandemia. Com isso, os senadores pretendem acelerar as investigações para verificar se houve algum erro ou irregularidade por parte do Executivo federal na condução das ações de enfrentamento à crise sanitária. Pazuello é um dos alvos da CPI por ter sido o ministro da Saúde durante as fases mais críticas da pandemia. 
Por sua vez, Araújo era o chefe do Itamaraty e ficou marcado pelas provocações à China, maior parceiro comercial do País e estratégico na exportação de insumos usados para produção de vacinas. Já Wizard tornou-se um dos personagens da comissão, do ponto de vista investigatório, depois de passar um breve período por conta de aconselhamento ao ex-ministro Pazuello. Ele chegou a ser indicado para ocupar um cargo formal no Ministério da Saúde, contudo o Executivo acabou desistindo da nomeação. Conforme senadores da oposição, o empresário pode ter feito parte do “gabinete paralelo”. 
 
SEM DEPOIMENTO - O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz, disse na abertura da reunião do colegiado que vai recorrer do habeas corpus concedido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Amparado pela decisão, o governador não compareceu para depor ao colegiado para prestar depoimento ontem. Em nota, Lima justificou que não pode ausentar-se do Estado, devido à onda de ataques praticados no Amazonas no fim de semana. Ele acrescentou que está coordenando uma operação em resposta aos ataques.
"Respeitamos a decisão, mas acredito que o governador do Amazonas perde uma oportunidade ímpar de esclarecer ao Brasil e ao povo amazonense o que de fato aconteceu no Estado do Amazonas. O que aconteceu lá não é rotineiro. Faltou oxigênio, e o governador poderia explicar isso a todos", destacou Omar Aziz. A decisão da ministra Rosa Weber recebeu críticas de senadores da base do governo. Para o senador Jorginho Mello, a ministra "abre a porteira" aos outros chefes de Executivos já convocados pela comissão. Outro senador, Eduardo Girão, disse que a decisão enfraquece a CPI.
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