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<< ECONOMIA Batata lidera altas da Cesta Básica Sorocabana em outubro

Publicada em 09/11/2021 às 21:45
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(Foto: Divulgação)
Dos 34 itens pesquisados mensalmente pelos técnicos do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso (Universidade de Sorocaba), coordenado pelos professores Lincoln Diogo Lima e Renato Vaz Garcia, para a elaboração da Cesta Básica Sorocabana, 19 deles apresentaram significativo aumento no preço em outubro. Entre os itens que apontaram maior aumento, desponta a batata (41,83%), passando de R$ 3,61 o quilo em setembro para R$ 5,12 em outubro, alta justificada pelos pesquisadores pela redução da oferta do tubérculo, devido ao fim da safra de inverno e ao clima adverso, que prejudicou a colheita em algumas grandes regiões produtoras do País.
 
O preço da Cesta Básica Sorocabana no mês passado, quando comparado com outubro de 2020, teve um aumento de 23,68%, ou seja, R$ 189,10 pagos a mais pelo consumidor. Quando comparado com o mês anterior (setembro/2021), apresentou um aumento de 0,94%, passando de R$ 978,21 para R$ 987,37, ou seja, R$ 9,16 a mais.
 
O segundo item que registrou maior aumento em outubro (27,41%), depois da batata, foi o papel higiênico/8 unidades, em sua quinta alta consecutiva, de R$ 6,42 para R$ 8,18 em trinta dias. Em seguida, o achocolatado foi o item com maior aumento (8,03%), passando de R$ 5,98/400g em setembro para R$ 6,46 em outubro. O aumento dos custos de produção é a principal explicação para a elevação do valor de ambos os produtos. Por sua vez, o açúcar foi o quarto item que apresentou maior elevação de custo (6,67%): cotado a R$ 4,16/kg em outubro ante R$ 3,90 em setembro, o açúcar é, aliás, o segundo item da Cesta Básica Sorocabana com maior alta acumulada no ano (45,04%). Ao longo de 2021, apenas em abril o açúcar não apresentou elevação. Vários são os motivos para explicar essa tendência, entre eles a menor produção e o bom desempenho das exportações por causa do câmbio desvalorizado e da elevação da sua cotação internacional, o que tornou mais vantajoso para o produtor direcionar parte significativa da sua produção ao mercado externo em detrimento do mercado doméstico. 
 
QUEDAS - Por outro lado, o item que apresentou a maior queda de preço foi o absorvente (-15,22%), passando de R$ 4,73/8 unidades em setembro a R$ 4,01 em outubro. O resultado reverteu a forte alta que o produto havia apresentado no mês anterior (16,06%). Em seguida, vêm o sabonete (-12,34%), passando de R$ 2,60/90g a R$ 2,28 - mesmo registrando forte queda em outubro, o sabonete ainda continua entre os itens da Cesta Básica que mais aumentaram de preço em 2021 (18,06%) -; os ovos (-5,79%), passando de R$ 9,85/1dúzia a R$ 9,28, e o detergente (-5,24%), cotado a R$ 1,99/500ml em outubro ante R$ 2,10 em setembro.
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