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<< BRASIL Diretor da VTCLog diz que não houve irregularidade em licitação

Publicada em 05/10/2021 às 21:23
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(Foto: Abr)
CPI DA PANDEMIA
 
Na abertura da que deve ser sua última semana de oitivas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado ouviu, nesta terça-feira (5), Raimundo Nonato Brasil. Ele é sócio da empresa de logística VTCLog.  A comissão investiga a atuação da empresa e sua relação com o líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP), e com o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. A VTClog tem contrato com o Ministério da Saúde, desde 2018, para armazenamento e distribuição de medicamentos, insumos e vacinas.
 
Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), a empresa é suspeita de superfaturar R$ 16 milhões em contratos na Saúde, entre 1997 e em 2003. Apesar disso, Nonato afirmou que a operadora nunca recebeu qualquer penalidade por parte da Corte de Contas. A VTCLog ganhou espaço no governo federal na gestão de Barros na Saúde. Antes disso, o Ministério da Saúde tinha equipe própria para os serviços de logística como armazenamento e distribuição de medicamentos e outros insumos para todo o Brasil. Em março de 2018, a empresa assinou o contrato de terceirização no valor de R$ 97 milhões anuais para prestação de serviços sob demanda. 
 
Segundo o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB), apenas por esse contrato, a empresa teria recebido cerca de R$ 400 milhões da pasta. Ainda sobre o contrato com o Ministério de Saúde, Raimundo Nonato disse que o serviço prestado é "multimodal" e "complexo". Segundo ele, envolve não só transporte, mas também armazenagem, separação e distribuição de insumos e vacinas. "É um contrato de logística, não só de transporte", explicou. Segundo o empresário, não houve irregularidades no processo de licitação, com a escolha da VTCLog pelo Ministério da Saúde. A afirmação foi questionada pelo relator da CPI, Renan Calheiros. 
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