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<< EDITORIAL Transtornos nas escolas

Publicada em 30/09/2021 às 20:21
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Apesar de debatida com frequência nas esferas competentes e na própria sociedade brasileira, já que se trata de um assunto bastante complexo, a violência e outros graves transtornos que se verificam nas escolas ainda são tratados de maneira pouco eficiente, muitas vezes levando a crer tratar-se de uma questão sem tanta importância e cuja solução pode continuar sendo postergada a perder de vista. E tudo aquilo que nelas ocorre de pior não é um simples fenômeno exclusivo de bairros de população pobre, mas, sim, de um problema que não para de se expandir por todos os lugares, com furtos, depredações, desentendimentos entre alunos, desrespeito aos professores e de muitos outros fatos desabonadores que não deveriam ocorrer no âmbito escolar. 
Atualmente, mesmo sem a mesma gravidade da pandemia que assolou o Brasil e o mundo desde março do ano passado, o que se constata é que os problemas, mesmo sem a presença da maioria dos alunos, continuam a causar desencantos de toda ordem à comunidade escolar de todo o País. Há questões que precisam ser amplamente analisadas com as famílias e que vão desde desajustes nas relações com os pais, muitas vezes ausentes de tudo, ao desinteresse generalizado pelas atividades escolares. Não há como negar que as crianças precisam ser auxiliadas e motivadas nas suas tarefas diárias. Deixá-las ao sabor das circunstâncias é o caminho mais propenso para a apatia e a indiferença pela escola. 
 

"O que falta, na verdade, são análises permanentes das relações e das prioridades que devem ser feitas por todos de maneira abrangente"

 
É preciso enfatizar que a violência está presente na vida de todas as pessoas. Ela ocorre nas ruas, mas, também, no interior das casas, onde agressões mútuas, xingações e a falta de respeito são a tônica das relações familiares. Não surpreende, portanto, que tal comportamento se reproduza de todas as maneiras no convívio escolar, principalmente dirigido à figura do professor, que via de regra acaba sofrendo inúmeras humilhações.
O que falta, na verdade, são análises permanentes das relações e das prioridades que devem ser feitas por todos de maneira abrangente. Naturalmente, não se trata de buscar algum modelo conservador baseado na autoridade estrita de pais e mães ou de escolas rigorosas que imponham disciplina a qualquer preço. Ao contrário, as escolas devem se constituir em espaços interessantes, atraentes e motivadores, que possam instigar as crianças e adolescentes a se desenvolver, principalmente gostando do que lá aprendem. 
O que se constata nas escolas são transtornos sem fim que representam um desafio gigantesco e que só poderão ser vencidos com a efetiva participação das famílias e dos educadores.
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