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<< EDITORIAL A coleta que falta

Publicada em 23/09/2021 às 20:06
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Quase não se leva em conta, de maneira muito mais séria, a necessidade de se equacionar os impactos ambientais decorrentes das atividades humanas. A coleta de lixo, por exemplo, é um instrumento dos mais importantes a ser utilizado com essa finalidade, tratando-se de uma tarefa que pode ser desenvolvida sem custos adicionais. Vários municípios que já contemplam essa necessidade criaram uma fórmula operacional própria para realizá-la e que a torna economicamente vantajosa para a municipalidade, até mesmo quando comparada à atividade normal de coleta de resíduos domiciliares.
Pode-se dizer que a coleta seletiva traz reflexo direto na economia de qualquer cidade, desde, naturalmente, que o trabalho seja efetivado como se deve. De maneira diferente do que ocorre com a destinação tradicional de resíduos, a implantação da coleta seletiva cria um fluxo natural de recursos na economia local, pelo menos no que diz respeito ao rendimento dos catadores envolvidos na operação e que se transformam em consumidores potenciais, além da geração de tributos derivados desse aumento de consumo. 
Embora nem todos tenham conhecimento, a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos contempla de maneira muito abrangente o apoio aos catadores no processo de coleta seletiva. A base legal que possibilita essa inserção é a lei 11.445 de 2007 (Lei do Saneamento), através de seu artigo 57, que também dispensa a necessidade de licitação adequada. Apesar da pandemia, que acabou prejudicando o desenvolvimento desse tipo de trabalho, não säo poucos os municípios que estão estudando a possibilidade de sua implantação, tendo em vista, principalmente, tudo aquilo de bom e de útil que representa para a limpeza e a conservação do meio ambiente de qualquer cidade.
 

"Colocar em prática um programa como esse implica numa transformação radical na forma de entender e gerenciar essa atividade, que pode ser adaptada às condições específicas de qualquer cidade"

Mais do que nunca, num município do porte de Sorocaba, o que falta colocar em prática é justamente uma atividade dessa natureza e que possa, gradativamente, abranger todos os bairros da cidade. Anos atrás essa atividade chegou a mobilizar a Prefeitura, mas os resultados, por essa ou aquela razão, acabaram não sendo favoráveis, daí a razão de sua desativação. Na ocasião, por não estar devidamente estruturada, nem 3% da população chegou a aderir à coleta seletiva. E, hoje em dia, ainda säo poucas as pessoas que se dedicam a essa atividade de maneira profissional.
Colocar em prática um programa como esse implica numa transformação radical na forma de entender e gerenciar essa atividade, que pode ser adaptada às condições específicas de cada cidade.
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