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<< BRASIL Butantan começa negociar doses com cinco Estados Serão entregues diretamente aos Estados 2,5 milhões de doses

Publicada em 22/09/2021 às 20:47
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(Foto: Abr)
DA CORONAVAC
 
Após cumprir dois contratos que previam a entrega de 100 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde, o Instituto Butantan passa agora a negociar doses desse imunizante diretamente com os Estados. Até ontem, cinco Estados já haviam firmado acordo com o Instituto Butantan, Ceará, Piauí, Mato Grosso, Espírito Santos e Pará.  A CoronaVac é uma vacina contra a Covid-19, aplicada em duas doses, que é produzida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac. Esta é a vacina mais aplicada no mundo. Segundo o Butantan, 2,5 milhões de doses dessa vacina serão entregues a estes cinco Estados. 
 
A informação foi dada nesta quinta-feira (22), na sede do instituto, e contou com a participação de cinco governadores, com exceção do governador de Mato Grosso. Participaram da entrevista os governadores João Doria (São Paulo), Wellington Dias (Piauí), Helder Barbalho (Pará), Renato Casagrande (Espírito Santo) e Camilo Santana (Ceará). Desde janeiro, o Instituto Butantan vinha fornecendo vacinas ao Ministério da Saúde. Na semana passada, o governador de São Paulo havia informado que o Instituto Butantan finalizou a entrega das 100 milhões de doses para o ministério, que as distribuiu para a população por meio do Programa Nacional de Imunizações.
 
RECOLHIDAS - Durante a coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, comentou o fato de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter interditado alguns lotes da vacina CoronaVac por terem sido produzidas em uma fábrica da Sinovac, na China, que ainda não foi vistoriada pelo órgão. Ontem, a Anvisa havia anunciado o recolhimento dessas doses que haviam sido interditadas. “O governo de São Paulo orientou o Instituto Butantan a recolher todas as doses. Todas as doses já foram recolhidas. Elas estão interditadas pela Anvisa, mas a interdição não significa proibição de uso e nem destruição das doses”, disse Doria.
 
De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, algumas vacinas desses lotes interditados chegaram a ser aplicadas, antes de terem sido suspensas pela Anvisa. Covas disse que o Butantan tem monitorado essas pessoas e nenhuma delas apresentou qualquer reação ou teve algum problema. Covas disse também que o Instituto não descarta a possibilidade de que essas vacinas de lotes interditados pela Anvisa possam retornar para a China ou ainda de que sejam doadas para outros países. “São vacinas que não tem problemas de qualidade”, ressaltou ele.
 
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