Quinta-Feira, 21 de Outubro de 2021

Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
Sorocaba 

buscar

<< EDITORIAL A recuperação que se espera

Publicada em 16/09/2021 às 20:08
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Apesar de todos os recursos liberados pelo governo federal para que os municípios brasileiros tivessem condições razoáveis de combater o novo coronavírus a partir de março de 2020, além do dinheiro que foi destinado diretamente a tantas pessoas desempregadas, muito mais será necessário para que o Brasil possa se estruturar para estabelecer um plano razoável de recuperação econômica neste momento em que a pandemia começa a perder força, sinalizando a chegada de novos tempos para toda a população, a exemplo do que vem ocorrendo em várias partes do mundo.

Sabendo-se que nada é fácil em um País que tem mais de 14 milhões de desempregados e uma grande crise a ser enfrentada por todos os municípios, é de suma importância todo mundo fazer a sua parte como se deve para que as coisas não piorem ainda mais. Ninguém ignora que não é de hoje que o municipalismo brasileiro vem vivendo em meio a uma crise muito séria, tendo em vista que a Constituição de 1988, que está prestes a completar 33 anos de existência, deu aos prefeitos mais autonomia e muito mais responsabilidades ao longo das décadas, mas nada de mais recursos.

"Se tudo continuar na mesma, sem as providências que se fazem necessárias, com pandemia ou sem pandemia ainda levará um longo tempo para o Brasil sair da triste situação em que se encontra"

Por isso, não é de hoje que os mandatários municipais rumam até Brasília, ás vezes em grupo, muitas vezes sozinhos, em busca de recursos para melhorar as coisas em suas cidades. Junte-se a esse quadro todos os prefeitos que gastaram muito além do que podiam para tentar garantir a reeleição e outros que, ao longo do mandato, não conseguiram manter as contas em dia, muitas vezes por má administração ou má-fé, e o caos estará plenamente instalado, tornando a recuperação dos cofres públicos muito mais difícil.

O grande problema é que nada disso vai mudar de uma para outra, exigindo muito trabalho e seriedade para que o pior não continue ocorrendo e o dinheiro público pare de ser desperdiçado por todo o País. Daí a necessidade de todas as contas municipais serem mantidas sob rigoroso controle e sob a transparência de todos os contribuintes e dos órgãos fiscalizadores. Tendo em vista o mal da corrupção, há que se levar em conta que é imenso o custo social das tristes consequências que nunca deixam de desabar sobre a sociedade em geral. É só verificar o que ocorre em cada município brasileiro no que diz respeito à falta de investimentos públicos, à deterioração da infraestrutura, à perda da qualidade do ensino e aos degradantes serviços de saúde prestados à população.

Enfim, é uma obrigação das autoridade e dos órgãos competentes, além de toda a população, a obrigação de evitar que o pior continue a fluir de maneira indefinida por todo o País. Se tudo continuar na mesma, com pandemia ou sem pandemia ainda levará um longo tempo para o Brasil sair da triste situação em que se encontra.               

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar