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<< EDITORIAL Imprudência sem fim

Publicada em 02/09/2021 às 19:54
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Todos sabem que o trânsito sempre foi e deverá continuar sendo por muito tempo um dos principais problemas do Brasil, com desdobramentos ruins para a produtividade, para a convivência social e para a saúde das pessoas, sem se falar da superlotação que acarreta nos hospitais públicos e particulares. Para se ter uma ideia a respeito, anualmente os acidentes nos centros urbanos e nas estradas provocam quase 50 mil mortes por ano, além de tantas pessoas que não conseguem mais trabalhar em razão das sequelas adquiridas e dos gastos hospitalares que empobrecem muitas famílias e os poderes públicos. Além da legislação ser cada vez mais aprimorada, é preciso incentivar as iniciativas bem-sucedidas do poder público e da sociedade civil para enfrentar de forma   adequada os problemas no trânsito que todos os anos crescem muito mais.

Há que se destacar que os jovens são os que mais sentem os impactos dos acidentes, aparecendo como principais vítimas e os principais causadores de tantas colisões. Não são poucos os que bebem antes de dirigir e comprometem os próprios reflexos. Não se trata de uma generalização irresponsável, mas sim de uma tendência apontada por todas as estatísticas. A negligência e imprudência são características desta fase da vida.

"Motoristas, motociclistas e pedestres não estão imunes aos riscos do trânsito, sendo correto dizer que nele todos são vítimas potenciais, com as vantagens e desvantagens sendo coletivas"

Na realidade, é preciso uma grande força de vontade por parte de todo mundo para que as coisas possam melhorar, minimizando-se, tanto quanto possível, as mortes violentas e o grande número de pessoas feridas que os acidentes produzem diariamente. Motoristas, motociclistas e pedestres não estão imunes aos riscos do trânsito, sendo correto dizer que nele todos são vítimas potenciais, com as vantagens e desvantagens sendo coletivas. Se ele melhorar e a mortalidade diminuir, a sociedade inteira se beneficia. É preciso salientar que, antes de mais nada, uma coisa é a fatalidade, que não dá para evitar, outra coisa é o descuido, para o qual não há perdão. É preciso enxergar tudo isso com o olhar da realidade absoluta.                    

Fatalidade, por exemplo, é alguém sair de casa para um passeio de moto com capacete e sofrer um acidente. Se sair sem o capacete, aí já é falta de responsabilidade. Daí a necessidade de se promover campanhas educacionais permanentes no sentido de conscientizar as pessoas dos perigos que elas podem encontrar pela frente e sobre as melhores condutas para minimizar os riscos em meio a tudo aquilo de pior que diariamente se encontra pela frente no problemático e terrível trânsito brasileiro, principalmente nas capitais e grandes cidades de todo o País. Se cada um ignorar a sua parte, é evidente que nada poderá melhorar como se deve. O principal recado sempre é para os jovens, mas ele vale também para motoristas de todas as idades.

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