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<< POLÍCIA Estelionatários dão golpe milionário em família e Gaeco prende seis suspeitos

Publicada em 01/09/2021 às 16:50
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Golpistas levaram R$ 850 mil da família (Foto: Ilustração)
Um grupo de estelionatários deu um prejuízo de aproximadamente R$ 850 mil em um aposentado e sua filha na região de Sorocaba. As vítimas foram persuadidas pela ex-gerente do banco em que tinham conta bancária a fazerem investimentos em bens digitais por meio de uma empresa chamada Criptbank.
 
De acordo com o relato das vítimas, a ex-gerente informou que os aportes seriam feitos por meio da Criptbank e renderiam, no mínimo, 10% ao mês. A contrapartida seria manter o valor alocado na empresa por, ao menos, seis meses. Se os valores fossem retirados antes deste prazo, haveria uma retenção parcial por parte da empresa. “Aproveitando-se da relação de confiança que tinha com as vítimas, a gerente insistiu para que o aposentado fizesse o aporte e, no primeiro mês, os golpistas depositaram os 10% nas contas da família, mas, depois, os depósitos não ocorreram mais”, explica o advogado das vítimas, Danilo Campagnollo Bueno.
 
A prática de oferecer um pequeno retorno no primeiro mês é comum em golpes desse tipo. “Esse primeiro depósito faz a vítima acreditar que terá altos lucros e isso a convence a fazer mais depósitos e a atrair novos investidores. Na realidade, os criminosos simplesmente devolvem às vítimas uma mínima parcela do próprio valor depositado por elas”, completa o advogado, explicando que as vítimas assinaram um contrato de investimento com a Criptbank. No documento, a empresa Gasull Investiments Ltda. figura como contratada para fazer a ‘intermediação de negócios para aquisição de bens digitais’. 
 
No primeiro aporte realizado, o aposentado transferiu R$ 429 mil para a conta da Gasull Investiments. Dez dias depois, assinou mais um contrato, desta vez para um depósito de R$ 71 mil. Envolvida pela promessa de grandes retornos, a filha do aposentado também realizou investimentos por meio das empresas e fez duas transferências, totalizando R$ 50 mil. Depois de receber o retorno dos primeiros investimentos, o aposentado fez mais um depósito, desta vez no valor de R$ 300 mil. “Depois disso, nenhum dos dois receberam qualquer centavo a mais ou resposta por parte das empresas. A ex-gerente que os convenceu a assinar os contratos também passou a se esquivar de dar respostas”, completa Bueno.
 
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA - Desconfiados, parentes das vítimas realizaram pesquisas na Internet e encontraram diversas reclamações de investidores da Criptbank que não receberam os lucros prometidos e perderam as economias de uma vida inteira. Após muita insistência, a ex-gerente bancária agendou reunião com uma mulher e um homem que seriam a representante legal e o advogado das empresas respectivamente. Na ocasião, eles afirmaram que os prejuízos seriam reparados com um imóvel como forma de pagamento. “Depois de um tempo, informaram que o imóvel não seria mais entregue e que captariam recursos de instituições financeiras, o que também não aconteceu. Essa família, assim como as outras pessoas que se manifestaram na Internet, foram vítimas de uma organização criminosa”, afirma o advogado.
 
Como é comum em golpes de investimentos, os estelionatários usam as redes sociais para ostentar vida de luxo e riqueza. Apareciam em festas, com carros de luxo e ostentavam viagens. “Fazendo buscas na Internet, descobrimos que são ao menos nove pessoas envolvidas nesse esquema criminoso”, acrescenta Bueno que, diante dos indícios de golpe, pelo escritório jurídico em que atua requereu a instauração de investigação criminal ao Ministério Público para que apurasse o caso. 
 
O Gaeco de Sorocaba (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) investigou a ação dos golpistas e, na manhã desta quarta-feira (1º), prendeu seis pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. Foram emitidos dez mandados de busca e apreensão e sete de prisão nas cidades de Sorocaba, São Paulo, Barueri e Araçoiaba da Serra.
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