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<< EDITORIAL Crises sem respostas

Publicada em 17/08/2021 às 20:06
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Se há algo a ser lamentado mais do que nunca neste momento é o avanço da inflação nos últimos 12 meses no Brasil. Com o processo tendo batido em quase  0,9% em julho, atualmente tudo indica que o País deverá fechar 2021 com o rolo inflacionário chegando a uma alta de 8,9%, o que não é pouco e deverá pesar muito mais na vida das famílias brasileiras, cujo endividamento vai se alastrando sem parar, até porque o desemprego e a falta de renda continuam sendo um problema dos mais sérios a ser enfrentado pela Nação.

Infelizmente, os preços envolvendo a alimentação, a prestação de serviços e o comércio em geral não param de subir, além dos impactos causados pelas tarifas públicas, como a do transporte coletivo, da energia elétrica e de outras mais. Se o salário mínimo nunca contempla os trabalhadores com uma quantia que possa corresponder ás expectativas contra a inflação, como é que alguma coisa poderá melhorar para a população em geral, cujo endividamento é sempre maior? Pior de tudo é que há muitos e muitos anos isso vem ocorrendo, corroendo cada vez mais os parcos recursos das pessoas assalariadas.

"A crise hídrica que vem sendo anunciada com grande alarde deverá se transformar em mais uma ameaça irreversível para os brasileiros em geral"

O fato é que certos problemas não bem equacionados ao longo dos anos acabam por tornar tudo mais difícil para todo mundo, como é o caso do setor elétrico. Muitos ainda se lembram da crise de energia ocorrida logo no início deste século, quando não foram poucos os transtornos que tomaram conta do País em todas ás áreas de atividades. Em 2014 a crise voltou a se repetir, com o Estado de São Paulo sofrendo novamente os piores impactos. Quando se pensava que essa questão seria levada em conta para evitar novos dissabores e prejuízos, o que se viu é que tudo continuou na mesma até hoje, com a falta de planejamento e de competência reinando como nunca por todos os lados.

Por isso mesmo é que a crise hídrica que vem sendo anunciada com grande alarde deverá se transformar em mais uma ameaça irreversível para os brasileiros em geral. Tudo indica que não será fácil contornar os problemas que a falta de chuva trará. Dessa forma, toda a população brasileira deverá se preparar para o racionamento que poderá ocorrer entre outubro e novembro, sem se falar dos acréscimos que as contas de luz deverão sofrer. Tudo isso e muito mais é que a sociedade será obrigada a bancar em razão da inércia governamental de muitos anos para com um setor que tudo tem a ver com o bem-estar dos brasileiros e o desenvolvimento da economia. Ninguém sabe até quando a Nação será obrigada a continuar perdendo em busca de todo o tempo perdido ao longo de anos e anos de prevaricações.

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