Quinta-Feira, 2 de Dezembro de 2021

Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
Sorocaba 

buscar

<< EDITORIAL As rendas emergenciais

Publicada em 11/08/2021 às 20:20
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

O tema do momento no País neste início de agosto, além da questão da volta presencial dos alunos ás escolas, da reabertura dos trabalhos da CPI da Pandemia, dos conflitos institucionais e do reinício das atividades do Congresso Nacional após o recesso parlamentar de julho, é a criação urgente de mais um Fundo Emergencial destinado a quem está desempregado no Brasil e enfrentando sérios problemas para manter suas famílias com dignidade. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, alguns órgãos governamentais já apuraram que são incontáveis as pessoas que por falta de oportunidade no mercado de trabalho estão sendo empurradas para a criminalidade, exigindo providências das autoridades competentes para que a falta de dinheiro no bolso não se prolongue por tempo indeterminado.

"Enquanto a economia não for retomada como se deve, iniciativas como a criação de auxílios emergenciais sempre serão necessárias para que a situação do desemprego não fique ainda mais complicada no País"

A exemplo do que vem ocorrendo desde o ano passado, em pleno avanço da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro está certo de mais uma vez, diante de uma situação que vai se agravando sem parar, procurar garantir um novo auxílio a quem precisa. Se recentemente os congressistas aprovaram para si mesmos, sem qualquer aviso prévio à população, a colossal quantia de R$ 5,7 bilhões para a campanha eleitoral do ano que vem, fato que não deixa de ser uma vergonha nacional sem limites, levando-se em conta os milhões de desempregados existentes no País, por que eles também não podem receber mensalmente um auxílio financeiro emergencial de mais ou menos R$ 300,00, que é o que está sendo previsto para ser aprovado nos próximos dias? Naturalmente, resta saber de onde o governo vai tirar o dinheiro destinado a essa iniciativa. Tudo indica que poderão ser usadas as reservas que existem destinadas ao pagamento de precatórios, dívidas que a União, Estados e Municípios têm para com os proprietários de imóveis que foram desapropriados em razão de obras feitas pelos poderes públicos. É claro que quando se fala em auxílio emergencial alguém ou alguma atividade essencial sempre haverá de acabar se dando mal. Neste ano, aqueles que têm dinheiro a receber dos órgãos públicos, no que diz respeito aos precatórios, é que mais uma vez serão prejudicados, já que as dívidas novamente poderão ser prorrogadas.

Pode até parecer, principalmente para seus adversários, que o presidente da República esteja tentando a criação de um novo auxílio emergencial para reforçar a sua campanha à reeleição no ano que vem. O fato, porém, é que não se trata disso, já que o próprio Congresso Nacional, além de outros segmentos da sociedade, também são favoráveis a essa medida, considerando-se que a situação de pobreza vai piorando sem parar por todo o Brasil, tendo em vista que são dezenas de milhões as pessoas que precisam receber algum tipo de auxílio.

Enquanto o processo econômico não for retomado no País, com a geração de novas oportunidades no mercado de trabalho, iniciativas desse tipo é que precisarão continuar sendo tomadas para que as coisas não fiquem ainda mais complicadas. Infelizmente, tudo ainda vai demorar muito para voltar ao normal no Brasil. 

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar