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<< EDITORIAL Mudanças que se impõem

Publicada em 04/08/2021 às 18:59
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Ao longo da vida, alterar o que está errado, em busca de novos benefícios, não deixa de ser algo inerente ao ser humano. Até animais adotam comportamentos percebendo que dão mais resultados quando se trata de alimentação, defesa e tudo mais. Nunca é demais lembrar que a espécie humana vive numa sociedade de muita violência, de uso desenfreado de drogas, de desrespeito com a natureza, de muitas e novas doenças como agora com a pandemia do coronavírus, de desigualdades sociais e econômica que também acabam levando à fome e à morte. Os recursos naturais nunca deixam de ser usados de forma predatória e, como ocorre com frequência no Brasil, provocam muitos desastres ambientais em prejuízo de seus habitantes.

Na verdade, todos deveriam se indignar com tudo aquilo que existe de pior. O que se vê diariamente são seres humanos, bandidos e polícia se matando e morrendo como nunca. Todos os dias o trânsito violento não deixa de roubar novas vidas. Todos os dias são dores, trágédias e perdas preciosas, desnecessárias, gratuitas e que se transformam cada vez mais num espetáculo dos mais degradantes, como se a vida humana não valesse absolutamente nada. De um modo geral, tudo parece muito distante a todos, até o dia que a tragédia acontece com um familiar ou algum amigo. Todo mundo deveria se indignar com tanta coisa ruim, mas nem sempre isso ocorre, até porque todos vão se acostumando com a banalização de tudo.

"Todos os dias são dores, tragédias e perdas preciosas, desnecessárias, gratuitas e que se transformam cada vez mais em espetáculos degradantes como se a vida humana não valesse nada"

Como acontece com os automóveis, deveria existir uma espécie de recall com relação aos seres humanos. Falamos de mudanças que poderiam mudar a humanidade para melhor. Sabe-se que as universidades, os centros tecnológicos e muitas atividades produtivas abrigam talentos e criatividade que, caso fossem devidamente estimulados, certamente trariam muitas outras alternativas saudáveis para todos. Infelizmente, o que se alega é falta de dinheiro para tudo, enquanto os recursos financeiros do erário são esbanjados de maneira estúpida e colossal, como ocorre, por exemplo, com os R$ 5,7 milhões que os políticos aprovaram recentemente para que possam gastar à vontade durante a campanha eleitoral do ano que vem. É o desaforo do desperdício que não ajuda a população a viver melhor. Outro exemplo decepcionante é o da energia elétrica, que no Brasil é a mais cara do mundo. Os preços que as famílias pagam para utilizá-la deveriam cair cerca de 35% para ficar na média mundial.

Levando-se em conta que depois da pandemia os cofres públicos brasileiros vão precisar de três ou quatro anos para começar a recuperar todo o tempo perdido, sabe-se que até lá tudo continuará causando problemas em geral para toda a população. Na verdade, o que falta são mudanças urgentes em todo o conjunto da sociedade, especialmente nas instituições políticas, familiares, sociais e educacionais para se dar a volta por cima em busca do melhor. Tudo isso contribuiria para que fosse evitado, de forma permanente, muito mais consequências desastrosas para toda a população.

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