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<< EDITORIAL Os entraves na educação

Publicada em 28/07/2021 às 19:00
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Quando se fala na reabertura das escolas para as aulas presenciais, neste período em que os impactos da covid-10 não deixam de sufocar a todos, nunca é demais lembrar que o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, mas que é um País que passa por graves problemas, como a violência, o desemprego, a concentração de renda, a corrupção e as desigualdades sociais, entre muitos outros fatores que todos os dias atrasam um pouco mais a sua evolução em benefício dos brasileiros em geral. E a pergunta que sempre se faz é o que deveria ser feito para superar tudo isso. A resposta é muito simples: investir de verdade e com intensidade na educação. Muito já se falou sobre isso nos últimos 30 anos, mas o fato é que, infelizmente, até agora, nada saiu do papel para a prática como se esperava. E as coisas acabaram piorando muito mais com a chegada da pandemia no início do ano passado, quando foi deixado ainda mais para trás o jogo do eterno ''faz de conta'' na educação. O que falta, na verdade, é criar muito mais oportunidades e perspectivas de desenvolvimento para a camada mais jovem da população. Hoje em dia, por exemplo, o jovem sai da faculdade e não consegue emprego em lugar nenhum, muitas vezes ficando por longos anos mais isolado do que nunca na rua da amargura. O ensino público está cada vez mais defasado, enquanto a progressão continuada segue sendo um objeto de economia para os cofres públicos e não um instrumento de melhoria como pregam os políticos e todos aqueles que os bajulam.

"O Brasil precisa melhorar tudo como se deve na educação, alavancando com mais acertos a caminhada brasileira em busca de um novo tempo para todos"

O fato é que para não continuar perdendo espaço na economia global, o Brasil tem a obrigação de investir pesado na educação. Trata-se do caminho mais seguro para gerar oportunidades aos mais jovens e para reduzir as desigualdades entre os brasileiros. Este é um quesito que sempre vai de mal a pior, só prejudicando o avanço do País. Há que se enfatizar que as escolas públicas perderam qualidade ao longo dos anos, enquanto as particulares, com raras exceções, estão longe dos patamares oferecidos por instituições similares de países chamados do primeiro mundo.

Seria muito bom, por exemplo, se daqui para frente, com a volta das aulas presenciais, o Brasil pudesse de fato começar a melhorar tudo como se deve, alavancando com mais acertos a caminhada brasileira em busca de um novo tempo para todos. Basta lembrar que hoje, no campo das avaliações de universidades de todo o mundo, o que se revela é que o Brasil é o único País dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) que ainda deixa muito a desejar quando se fala do ensino superior entre as mais bem avaliadas do planeta. Infelizmente, os entraves são demais na educação brasileira.

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