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<< EDITORIAL Mais renda e mais vacinação

Publicada em 08/06/2021 às 19:52
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Dentro de um contexto em que as aflições decorrentes do avanço do novo coronavírus têm impactado sem parar as famílias mais pobres do País, o que falta são providências urgentes no sentido de assegurar mais renda a quem ganha pouco ou está desempregado, não sabendo o que fazer para sobreviver com um pouco mais de alento ao lado de sua família. Há que se levar em conta que, apesar de minimizar o sofrimento de muita gente, o auxílio emergencial liberado pelo governo é paliativo e não tem condições de ser eternizado. Por isso mesmo, tanto o governo como o Congresso Nacional precisam elaborar com urgência estudos que possam colocar em prática iniciativas consistentes e duradouras para atender como se deve ás famílias que mais precisam. Da mesma forma, precisam fazer de tudo para garantir a retomada da economia e o surgimento de novas oportunidades no mercado de trabalho de todo o Brasil.              

Levando-se em conta que a pandemia não vai desaparecer como num passe de mágica, estando próxima de aumentar para 500 mil o número de mortes, sabe-se que a preocupação dos brasileiros não cessará a curto prazo, até porque a vacinação de todos vai demorar muito mais que o previsto para ser concluída. Infelizmente, neste momento, apenas 10% da população foi imunizada, razão pela qual tudo deverá permanecer na mesma e se estender pelo menos até o primeiro trimestre do ano que vem.

"Tudo aquilo de pior que a covid-19 traz deverá aprofundar muito mais a desigualdade social que reina no País, prejudicando em especial as camadas mais jovens e mais pobres da população "

O que falta é justamente isso - a completa vacinação de todos, pois só dessa maneira é que poderá ser reduzido o número de infectados e de mortes. Esse é o lado mais perverso e persistente que se verifica na batalha que está sendo travada: a doença não só mata milhares de pessoas como vai deixando, com o passar do tempo, um número muito maior submetido a provações e dificuldades de toda ordem, incluindo o acesso à alimentação e à escola.

Do jeito que as coisas estão, tudo aquilo de pior que a Covid-19 traz deverá aprofundar muito mais a desigualdade social que reina no País, prejudicando em especial as camadas mais jovens e mais pobres da população. Com as escolas fechadas há quase um ano e meio, fica difícil imaginar os estragos que a falta de aulas vai representar na vida das crianças e adolescentes. A responsabilidade dos governantes e políticos é a principal exigência dos tempos modernos. Mais renda e vacinação é o que o Brasil precisa com urgência.                  

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