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<< EDITORIAL Os interesses de uns e de outros

Publicada em 11/05/2021 às 16:11
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Como se estivesse perdido em alto-mar, açoitado pelas tempestades que levantam a fúria das ondas por todos os lados, o Brasil inteiro vai se agitando com o andamento da CPI da Pandemia instalada em Brasília. A definição na semana passada dos nomes de seus integrantes já possibilitou o início da investigação oficial sobre os procedimentos do presidente Jair Bolsonaro ao longo de quase um ano e meio em que o novo Coronavírus vem tornando cada vez mais dramática a vida de cada brasileiro.
Em torno deste assunto, não há como deixar de observar que praticamente a maioria daqueles que foram nomeados para a CPI fazem parte do forte esquema de oposição existente no Congresso Nacional contra o presidente da República, tudo indicando, por isso mesmo, que ele não será poupado em nenhum momento dos próximos meses em que a CPI estará em andamento. E o fato é que a independência da comissão precisaria ser mais do que necessária para estabelecer uma política de Estado destinada ao enfrentamento da pandemia. 
 
"O essencial é que nesta CPI surja a força do questionamento sério e responsável em defesa da população, deixando-se de lado os interesses dos 'artistas' especializados na politicagem, que não leva o Brasil a lugar nenhum"   
 
Claro que não foram poucos os erros e equívocos praticados por ele neste tempo em que a pandemia se agigantou sobre os brasileiros, até pelo fato de seu surgimento em março de 2020 ter sido algo surpreendente para o mundo todo, mas o que não pode ocorrer é a maneira acintosa e grosseira com que a maioria dos integrantes da comissão tenta fazer com que os depoentes praticamente sejam obrigados a responder aquilo que eles querem ouvir contra Bolsonaro. Todos sabem muito bem, por exemplo, quem é o senador Renan Calheiros, ex-presidente do Senado e muito conhecido pelas manobras políticas que costuma colocar em prática. Dessa forma, como relator da CPI, tentando de tudo para voltar ao estrelismo político, ficará difícil levar à opinião pública o esclarecimento necessário a respeito de tudo aquilo que precisa ser apurado, principalmente no sentido de melhorar, como se deve, o combate à pandemia. 
Naturalmente, é preciso deixar bem claro que a CPI é legítima e não tem nada de inconstitucional. O que ocorre, porém, é que não pode ser levada adiante de maneira parcial, visando apenas agitar o ambiente político contra o governo federal. Levando-se em conta que a política não deixa de ser algo passional, o essencial é que neste caso surja a força do questionamento sério e responsável em defesa da população, deixando-se de lado os interesses de uns e outros 'artistas' especializados na confusão política, que não leva o Brasil a lugar nenhum.                        
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