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<< EDITORIAL A urgência de boas propostas

Publicada em 06/05/2021 às 18:11
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Neste momento, além do segundo auxílio emergencial liberado aos desempregados, beneficiários do Bolsa Família e informais para atenuar as dificuldades impostas pela pandemia aos brasileiros em geral, o presidente Jair Bolsonaro agora quer garantir uma injeção de R$ 57 bilhões na economia brasileira com a antecipação do 13º de aposentados e pensionistas do INSS e do abono salarial. As duas medidas não devem ter impacto nas contas porque só vão alterar o calendário de um pagamento já previsto em 2021, mas devem contribuir para segurar os efeitos negativos do recrudescimento da pandemia do novo coronavírus sobre a atividade econômica. Trata-se de uma iniciativa que visa repetir a antecipação das duas parcelas realizada em 2020.

 Naturalmente, há que se aplaudir as providências adotadas pelo governo federal no sentido de embalar a economia do País, até porque é extremamente caótica a situação financeira dos brasileiros em geral, principalmente das mais de 14 milhões de pessoas desempregadas que não conseguem uma colocação com carteira assinada no mercado de trabalho. Não há como negar que a pandemia da covid-19 está deixando ainda mais em evidência uma perversa realidade no Brasil: uma enorme parcela da população não tem dinheiro para nada, muito menos para fazer uma planejamento financeiro para o futuro. Desde que a pandemia passou a pressionar todo mundo, não fazendo distinção entre pobres e ricos, letrados e analfabetos, o Brasil e o mundo acabaram mergulhando numa crise humanitária, com muito sofrimento e incontável número de mortos.

"Tendo em vista que a pandemia não faz distinção entre pobres e ricos, letrados e analfabetos, o Brasil e o mundo acabaram mergulhando numa crise humanitária com muito sofrimento e incontável número de mortos"

Pior de tudo é que não se tem a mínima noção de até quando a pandemia continuará abusando de sua força no sentido de prolongar o número de mortes por todas as partes. O fato é que se não houver os pagamentos do auxílio emergencial a situação de tanta gente é que continuará sendo devastada cada vez mais.

Daí a necessidade de serem apresentadas a curtíssimo prazo propostas consistentes de uma política econômica em benefício de toda a Nação. De acordo com as previsões que estão sendo feitas, depois que for encerrado o auxílio emergencial dentro de alguns meses, tudo indica que até 3,5 milhões de brasileiros poderão ser jogados na extrema pobreza. Dessa forma, mesmo com a força da solidariedade que nunca deixa de contemplar a população, será muito difícil a realização das campanhas de doações de cestas básicas para auxiliar milhões de pessoas necessitadas existentes por todas as partes do País.

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