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<< Setor metalúrgico tem reação nos primeiros meses de 2021

Publicada em 04/05/2021 às 17:44
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Sorocaba conta com 37 mil trabalhadores metalúrgicos que, com sua força de trabalho, contribuem na movimentação da economia local e regional. Entre fevereiro e junho de 2020, a base do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região registrou o fechamento de 1.407 postos de trabalho. Apesar de toda luta e atuação, se tratava, à época do período mais difícil da pandemia (na primeira onda) e muito disso foi refletido na economia do País. A partir de julho de 2020, com a diminuição de casos de Covid-19 e óbitos pela doença, o segmento voltou a contratar em Sorocaba e região. Agora, a categoria soma nove meses consecutivos com saldos positivos, totalizando a abertura 3.263 postos de trabalho.

Os números, organizados mensalmente pela subseção local do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram ainda que, em março de 2021, foi registrada a abertura de 485 postos de trabalho no setor metalúrgico. Para isso, foram contratados 1.291 trabalhadores, enquanto 806 foram desligados.

Esses números positivos, no entender do Sindicato dos Metalúrgicos, refletem ações como as realizadas pela entidade em 2019 para a vinda para Sorocaba da plataforma global da Toyota – a TNGA –, que possibilita a fabricação de produtos já conhecidos (como o Yaris e o Etios), além de expandir o leque para o novo veículo da montadora, que será exportado para 22 países da América Latina e Caribe. Foram mais de R$1 bilhão investidos na planta local, garantindo a manutenção dos postos já existentes e possibilitando a contratação de novos trabalhadores.

Ainda na esteira do segmento ‘auto’, as empresas locais, principalmente de autopeças, aumentaram suas exportações e vivem um bom momento, impulsionado pela produção de caminhões no País. Esse fator também repercute positivamente na produção de máquinas agrícolas e rodoviárias. “Apesar do mercado de trabalho dos metalúrgicos ter mostrado reação nos últimos meses, ainda estamos longe do melhor momento vivido pela categoria. Em 2014, a categoria chegou a registrar 46 mil trabalhadores. Atualmente, a estimativa é de que a categoria conte com 37 mil metalúrgicos”, ressalta  o economista Fernando Lima, do Dieese local.

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