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<< EDITORIAL Os caminhos a seguir

Publicada em 22/04/2021 às 18:12
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Diante das dúvidas e dívidas proporcionadas pela intensidade da crise econômica decorrente do novo coronavírus que vai sufocando a todos, não deixa de ser uma questão de sobrevivência garantir o caixa de quem produz, principalmente das pequenas empresas. Através dele é que o empresário pode manter salários e contas em dia, além das portas abertas, para conseguir suportar esse período de tantas dificuldades. Do jeito que as coisas estão, a falta de confiança para consumir e investir está deixando os empreendedores sem saber exatamente o que fazer. E isso vem ocorrendo tanto em Sorocaba como em qualquer outro lugar do Brasil, com a agravante de que não se observa nada de melhor, a não ser vacinação que está em curso, para a pandemia perder força e a economia sair da recessão.         

Levando-se em conta que a população brasileira só estará imunizada com as duas doses da vacina no final deste ano ou no início de 2022, praticamente não se pode esperar nada de melhor até lá. Por isso mesmo, além do auxílio emergencial, mais do que nunca torna-se necessária a disponibilidade de crédito para a pequena empresa, considerando-se que os recursos são fundamentais para os empresários possam manter seus negócios funcionando, enquanto as vendas continuarem em níveis elevados de paralisação geral.      

"O presidente Jair Bolsonaro precisa seguir o caminho do bom senso para que o desalento que toma conta da população possa começar a ser revertido com urgência"                    

Sem que essa possibilidade seja colocada em prática o quanto antes, não haverá como sustentar empresas que atualmente estão com suas operações sem conseguir cobrir os custos do dia a dia, como impostos, salários, aluguel e compra de insumos para a produção. Sem que o governo venha a correr riscos, uma fórmula para garantir esse crédito poderia ser através de um fundo abastecido com títulos públicos, como alguns economistas estão sugerindo. Caso ocorra inadimplência, o banco que aderir ao programa de crédito poderia sacar os recursos liberados. Sem que surjam iniciativas promissoras, será muito difícil a retomada da economia e, consequentemente, a geração de empregos. Infelizmente, neste momento, por mais que existam insinuações a respeito de alguma melhora, o mercado brasileiro está desaquecido e sem qualquer perspectiva favorável. O que se observa são apenas sinais pontuais que não      significam uma retomada consistente.                    

O fato é que, em meio ao avanço da pandemia e ás intrigas palacianas que não param de se multiplicar, o presidente Jair Bolsonaro precisa seguir o caminho do bom senso para que o desalento que toma conta da população possa começar a ser revertido com urgência. Sem isso não haverá bons resultados e toda a situação continuará catastrófica em todo o País.

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