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<< EDITORIAL O avanço dos conflitos políticos

Publicada em 13/04/2021 às 16:44
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Nesta quarta-feira (14), quando o Supremo Tribunal Federal deverá validar ou não a decisão monocrática do ministro Luís Roberto Barroso de determinar ao Senado a abertura de uma CPI para investigar a conduta e as possíveis omissões do governo federal durante a pandemia do novo coronavírus, uma nova dose de efervescência deverá tomar conta do cenário político nacional, que já anda muito desgastado em razão da economia que não se recupera, do desemprego em alta e da plena devastação de vidas que a doença não para de provocar. O requerimento propondo a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) já foi lido ontem (13) no plenário do Senado. Além disso, já existem 105 pedidos de impeachment do presidente da República. Se o STF decidir a favor da proposta de Barroso, todos os equívocos e contratempos provocados por Jair Bolsonaro ao longo da pandemia deverão vir à tona com força total, obrigando o chefe da Nação a responder a muitas perguntas indesejáveis. Além disso, a temperatura política deverá esquentar bem mais com a proposta de Bolsonaro de se analisar na CPI a possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

"Além do avanço da pandemia, é preciso evitar que a fogueira política se propague cada vez mais por todos os lados em prejuízo da população brasileira"

Diante do quadro que vai se descortinando, ninguém sabe ao certo o que poderá acontecer, até porque Bolsonaro promete não deixar nada por isso mesmo, pressionando, inclusive, para que a CPI também venha a investigar a conduta de governadores e prefeitos. Dependendo do andar da carruagem, as coisas poderão se complicar demais, inclusive com a possibilidade do presidente ser obrigado a responder a um processo de cassação de seu mandato. Na verdade, por não ter atentado para tudo aquilo que deixou de fazer, comprometendo o desenvolvimento de sua gestão, Bolsonaro poderá enfrentar a fúria dos adversários, que vão fazer de tudo para provar que ele foi o grande responsável pela disseminação interminável da pandemia por todo o País.

 Independente desta ou daquela decisão a ser tomada hoje pelo STF, tudo indica que não será nada fácil a travessia do presidente rumo ás eleições do ano que vem. A política, rasteira ou não, é que deverá prevalecer com muito mais força daqui para frente. O fato é que em razão de imprecisões, falta de transparência, má vontade e vacinação atrasada, além de muitos outros equívocos, Bolsonaro deverá se empenhar muito para evitar que o circo pegue fogo de maneira irremediável. O que não pode é a vontade de muita gente de passar por cima da constituição brasileira. Além da pandemia, é preciso evitar que a fogueira política se propague por todos os lados em prejuízo da população.

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