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<< EDITORIAL Condenações anuladas

Publicada em 09/03/2021 às 18:03
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De repente, sem mais nem menos, quase seis anos depois das iniciativas que culminaram com a condenação em vários processos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eis que surge uma decisão monocrática do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para livrá-lo das sentenças que foram proferidas pelo juiz Sérgio Moro, através da 13ª Vara de Justiça de Curitiba e com base nas operações desenvolvidas pela Lava-Jato. De acordo com o ministro, o ex-presidente não poderia ter sido condenado mesmo diante das evidências encontradas contra ele nos casos do apartamento no Guarujá, do sitio em Atibaia e do prédio da sede do Instituto Lula em São Paulo. No entendimento de Fachin, esses casos não poderiam ter sido colocados no mesmo processo que investigava as ofensivas praticadas contra os cofres da Petrobrás.                                   

Durante anos, os processos correram dessa maneira sem que ninguém desse conta das irregularidades jurídicas que vinham sendo colocadas em prática. Dessa forma, não mais que de repente, o ministro descobriu os equívocos praticados e decidiu anular as sentenças que existiam a respeito, inclusive restituindo a Lula o direito de ser candidato a presidente da República nas eleições de 2022. Naturalmente, supõe-se que tudo ainda deverá ser referendado pelo plenário do STF, levando-se em conta que a decisão foi proferida exclusivamente por um único ministro. Não se pode deixar de lado uma resposta á altura aos atos nocivos atribuídos a Lula durante o andamento dos processos que foram examinados por várias instâncias do Poder Judiciário.

"Levando-se em conta que os brasileiros vivem no País do eterno tempo perdido, resta aguardar o que vem por aí em termos de mais animação política, tudo em plena pandemia do novo coronavírus" 

Nesta altura dos acontecimentos, é preciso que a opinião pública brasileira seja esclarecida sobre os movimentos que estão sendo levados em frente no País para a desmobilização da Lava-Jato, que se constituiu na maior instância contra a devastação que organizações políticas criminosas praticaram contra os cofres públicos no Brasil. Dizem que pode ter havido parcialidade no julgamento de Lula pelo juiz Sérgio Moro. Da mesma forma, porém, também há aqueles que apontam a decisão de Fachin como parcial a favor do ex-presidente. O fato é que a apuração de tudo deve ser reiniciada e terminar como se deve no plenário do Supremo Tribunal Federal.                         

Levando-se em conta que os brasileiros vivem no País do eterno tempo perdido, resta aguardar o que vem por aí em termos de mais animação política, tudo em plena pandemia da covid-19 que não dá trégua a ninguém. Resta saber, também, como já está sendo ventilado, se Lula vai ingressar na Justiça pedindo indenização pela temporada que permaneceu preso em Curitiba. O que se espera é que desta vez tudo possa ser levado á frente de acordo com as normas jurídicas adequadas. Como se observa, este é o Brasil marcando passo á espera de seu destino.

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