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<< EDITORIAL Tributação sem fim

Publicada em 18/02/2021 às 17:54
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Com o encerramento das atividades da Ford no Brasil e a possibilidade de entrar em pauta de uma vez por todas a propalada reforma tributária, já está sendo estabelecida uma importante discussão sobre a concessão de subsídios fiscais ao setor privado. Naturalmente, há diversas formas que o Estado pode escolher para atuar diretamente em benefício de um grupo de empresas. Por isso, deve ser visto como sendo de fundamental importância um consenso entre o governo federal e o Congresso Nacional em torno deste assunto. Há que se levar em conta que, apesar de a carga tributária no Brasil ser uma das maiores do mundo, as bondades concedidas acabam refletindo numa menor arrecadação para garantir melhoramentos públicos a toda a população. 
Antes de mais nada, portanto, a melhor saída para se encontrar um ponto de interesse comum seria estudar de maneira adequada o nível de impostos que o País suporta, considerando-se, principalmente, que a iniciativa privada já paga muita tributação, inclusive chegando a perder competitividade no exterior. Como não poderia deixar de ser, sabe-se que o custo de tudo recai sobre o consumidor na hora de comprar tudo aquilo de que tem necessidade. Em tais circunstâncias, pode-se dizer que a solução poderia até ser simples, mas ela segue ignorada pelos governantes e políticos que não reduzem de maneira adequada e responsável o tamanho do Estado, ou seja, fazendo o que deve ser feito para conter seus gastos além da conta e que só prejudicam toda a Nação.
 
"Tudo indica que a reforma tributária será obrigada a considerar todos os detalhes como se deve para não levar o Brasil ao pior dentro do contexto dos impostos sem fim"
 
Em torno de tudo isso, o importante é saber que outras empresas de grande porte do exterior também poderão deixar o País ou reduzir seus planos de investimentos por causa do excesso de tributos reinante no Brasil. Em nível de Sorocaba, por exemplo, recorda-se que há dois anos a empresa de bebidas sucessora da antiga Heublein, produtora da marca Campari, entre outras, e que sempre se constituiu naquela que mais arrecadava impostos para a Prefeitura, acabou deixando a cidade e se transferindo para o Rio Grande do Norte, favorecida por uma carga tributária bem menor. O interessante é que ninguém se preocupou em evitar que a empresa deixasse Sorocaba.
Portanto, mais do que nunca, há que se considerar, através de pesquisas já elaboradas a respeito, que outros setores da indústria automobilística também poderão adotar o mesmo procedimento da Ford, encerrando suas atividades no País e deixando muitos trabalhadores na rua da amargura. Tudo indica que a reforma tributária será obrigada a considerar tudo isso como se deve para que o Brasil não leve a pior dentro do contexto dos impostos sem fim. 
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