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<< EDITORIAL De olho nos impostos

Publicada em 10/02/2021 às 19:42
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De um modo geral, todos concordam que a situação do Brasil é crítica em todos os sentidos. Já são quase 250 mil mortos pelo novo Coronavírus, as finanças de todas as esferas do poder estão deterioradas e o desemprego colossal é um pesadelo para milhões de pessoas. A prova de que a crise é de grandes proporções está na dificuldade de se descortinar o futuro. Não fosse o auxílio financeiro emergencial que o governo concedeu a mais de 65 milhões de brasileiros no ano passado, a situação estaria visivelmente bem mais complicada, em especial para a juventude que não consegue uma colocação no mercado de trabalho.
Sabe-se que o auxílio emergencial não é um empréstimo, sendo dado à população como ajuda em um momento de calamidade. O problema é que esse auxílio tem um limite para ser colocado em prática, já que os fundos dos cofres públicos acabam aparecendo de maneira irreversível. Basta lembrar que a ajuda proporcionada pelo governo chegou a quase R$ 700 bilhões, o que não deixa de ser uma quantia das mais expressivas. E, como nunca deixa de ocorrer nessas ocasiões, para fazer frente à situação o governo sempre acaba apelando para o aumento dos impostos, o que é algo terrível para a população que já enfrenta problemas sem fim.
 
"A transferência de renda para os mais pobres é de fato o que pode contribuir para frear os impactos negativos que o novo Coronavírus não para de materializar na prática"
 
Levando-se em conta que a carga tributária no Brasil chega em muitos casos a 38%, é evidente que os brasileiros acabam se posicionando contra esse tipo de iniciativa. Mais tributos só contribuem para tirar renda das pessoas em benefício do Estado. Por isso mesmo, quando o governo se prepara para discutir de maneira mais ampla a reforma tributária no País, visando, principalmente, reforçar o caixa da União, é preciso que tudo seja levado em conta para que a população não venha a ser prejudicada.
Há que se considerar que o governo federal e o atual Congresso Nacional têm mais dois anos de mandato, tempo suficiente para a implantação das necessárias reformas de que o Brasil precisa para a retomada do desenvolvimento, pois o crescimento econômico é a única resposta mais eficiente contra a miséria instalada no País por falta de muito mais oportunidades no mercado de trabalho. Por isso, é bom os governantes e políticos saberem que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a transferência de renda para os mais pobres é de fato o que pode contribuir para frear os impactos negativos que o novo Coronavírus não para de materializar na prática.     
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