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<< BRASIL Desemprego atinge mais de 14 milhões no Brasil Número de empregados sem carteira assinada sobe 9%

Publicada em 29/12/2020 às 22:53
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(Foto: Agência Brasil)
A taxa de desemprego no País foi 14,3% no trimestre de agosto a outubro deste ano e atingiu 14,1 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) e integram parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com o trimestre anterior, de maio a julho, observou-se aumento de 0,5% (13,8%); já em comparação com o mesmo trimestre de 2019, são 2,7% a mais (11,6%). A população desocupada cresceu 7,1% - mais 931 mil pessoas à procura de emprego – frente ao trimestre anterior. 

Fora o aumento no número de pessoas à procura de trabalho, houve alta de 2,8% na população ocupada, que chegou a 84,3 milhões de pessoas. A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que o cenário pode estar ligado ao retorno das pessoas que estavam em afastamento. 

“Percebemos uma redução da população fora da força de trabalho, e isso pode ter refletido no aumento de pessoas sendo absorvidas pelo mercado de trabalho e no crescimento da procura por trabalho”, comenta Adriana. Também houve aumento da população fora da força quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado. 

“Se compararmos com o mesmo trimestre do ano anterior, temos uma população ocupada que é menor em quase 10 milhões de pessoas e um aumento de 12 milhões na população fora da força. Então, esse pode ser um início de uma recomposição, mas as perdas acumuladas na ocupação durante o ano ainda são muito significativas”, pontua a analista.  

Já o número de empregados sem carteira assinada subiu 9% em relação ao trimestre anterior e chegou a 9,5 milhões. O número de trabalhadores por conta própria (22,5 milhões) cresceu 4,9% (mais 1,1 milhão) na comparação com o trimestre anterior. A taxa de informalidade chegou a 38,8% da população ocupada. 

O contingente de pessoas desalentadas, ou seja, as que não buscaram trabalho, mas gostariam de uma vaga e estavam disponíveis, foi estimado em 5,8 milhões, ficando estável em relação ao trimestre passado. Contudo, ao ser comparado com o mesmo trimestre do ano anterior, o aumento é de 25%. 

A Pnad Contínua é aplicada em 211.344 casas em 3,5 mil municípios. O IBGE considera desempregada a pessoa que não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados. Na relação, há outros números que são apresentados pelo Ministério da Economia sobre desemprego com base no Caged. 
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