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<< ENTRETENIMENTO Cinzas de Nicette Bruno vêm a SP, onde Paulo Goulart está sepultado Atriz morreu no domingo (20) após dias de internação por conta do novo Coronavírus

Publicada em 21/12/2020 às 21:36
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(Foto: divulgação)
O corpo da atriz Nicette Bruno foi cremado no começo da tarde desta segunda-feira (21), no Crematório da Penitência, no Rio de Janeiro, após velório com acesso controlado ao público. A artista morreu no domingo (20), aos 87 anos, com complicações da Covid-19. 

Meia hora antes da cremação, houve uma cerimônia de despedida na capela ecumênica, restrita aos familiares, visando garantir os protocolos de segurança. De acordo com comunicado oficial do Crematório, por conta da pandemia, foi necessário restringir o espaço. 

“Uma das atrizes mais amadas do Brasil, Nicette merecia um velório aberto aos seus fãs e à imprensa, no entanto estamos ainda passando por um cenário de pandemia e lamentamos muito não ter conseguido liberar o acesso à área onde o seu corpo ficou”, explicou. 

As cinzas da atriz serão trazidas para o Cemitério da Consolação, na Capital paulista. No local, há um jazigo da família, onde seu marido, o ator Paulo Goulart, está sepultado. Eles foram casados de 1954 até a morte dele, em 2014. 

HOMENAGENS – Assim que a notícia da morte foi divulgada, artistas prestaram solidariedade à família de Nicette. Uma das mais emocionadas, a filha Beth Goulart agradeceu aos fãs o carinho manifestado durante toda a carreira da mãe.

“Deus Pai, todo-poderoso, receba em sua infinita bondade a alma de minha mãe, meu grande amor, um ser de luz, uma mulher extraordinária que deixou um legado de amor, talento, alegria, generosidade, sabedoria, humildade e dedicação ao próximo”, disse.

Ela comentou ter sido um privilégio a convivência e a parceria em todos os ensinamentos. “Seguimos nossa trajetória terrena levando seu legado de amor em todos os lugares e para todas as pessoas; você nos ensinou a verdadeira fraternidade”, frisou entre lágrimas. 

Beth recordou-se também das pessoas que apreciavam as interpretações de Nicette. “Hoje, perdemos nossa mãe, mas sabemos que todos os brasileiros também perderam um pouco desta mãe e avó de todos que a senhora representava. Mande nosso beijo ao papai”, finalizou. 

Filho também de Nicette, o ator Paulo Goulart Filho, nas redes sociais, disse que o maior gosto de sua mãe era estar junto com pessoas. “Ela odiava ficar sozinha, gostava de gente a sua volta, de fazer os outros felizes, de ter a casa cheia, assim era minha mãe...”.

Ele destacou, ainda, que a atriz foi um exemplo de mulher, mãe, esposa, dona de casa e atriz. “Ela só fez levar amor, felicidade, fraternidade, amparo e ajuda a todos ao seu redor, tocando o coração das pessoas através de sua arte”, ressaltou. 

TRAJETÓRIA – Nascida Nicete Xavier Miessa, no dia 7 de janeiro de 1933, em Niterói (RJ), a atriz fez sua estreia profissional em 1945, na peça teatral “Romeu e Julieta”, baseada na obra literária homônima de William Shakespeare. 

Filha única da atriz Eleonor Bruno e de Sinésio Campos Xavier, Nicette Bruno casou-se no dia 26 de fevereiro de 1954, na igreja Santa Cecília, na Capital paulista, com o ator Paulo Goulart, que conheceu dois anos antes, durante a peça “Senhorita, minha mãe”.
 
Com Paulo Goulart, teve três filhos, os também atores Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho. Ficou viúva em 2014, quando o marido morreu de câncer, gerando grande comoção também entre os fãs.

Aos 4 anos de idade, a pequena Nicete já declamava e cantava no programa infantil de Alberto Manes, na Rádio Guanabara. Aos 5 anos, começou a estudar piano no Conservatório Nacional e, aos 6, ingressou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 

Entrou para o grupo de teatro da Associação Cristã de Moços aos 11 anos, passando, depois, pelo Teatro Universitário, de Jerusa Camões, e pelo Teatro do Estudante, dirigido por Pascoal Carlos Magno e Maria Jacintha.

Entre os seus trabalhos na televisão destacam-se as novelas “Rosa dos Ventos”, “Éramos Seis”, “Selva de Pedra”, “Bebê a Bordo”, “Rainha da Sucata”, “Mulheres de Areia”, “A Próxima Vítima”, “Alma Gêmea”, “Sete Pecados”, entre outros. 
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