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<< REGIÃO Ação contra pedofilia e tráfico de crianças chega a Sorocaba e região Tudo começou com suspeito de armar esquema para ‘perder’ a própria sobrinha no parque europeu da Disney. Ela estaria sendo ‘vendida’ para pedófilos da Rússia

Publicada em 25/11/2020 às 22:04
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(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil e a Polícia Federal de São Paulo deflagraram na manhã desta quarta-feira (25) uma nova operação conjunta, desta feita com o objetivo de desarticular uma rede de pedofilia acusada de tráfico sexual internacional de crianças e compartilhamento de imagens de abusos, que seria organizada por criminosos brasileiros e estrangeiros. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos por todo o País, incluindo Sorocaba e região. De acordo com informações da Polícia Federal, foram cumpridos 219 mandados em dezenas de cidades de quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Policiais prenderam quatro pessoas em flagrante em nossa região, em Sorocaba, Itapeva e Piraju, além de apreenderem materiais com suspeitos também em Sorocaba, além de Salto, Itu, Votorantim e Ibiúna. Na cidade de São José do Rio Preto, a Polícia cumpriu um dos mandados de prisão e conseguiu deter o homem que é apontado como um dos ‘cabeças’ do esquema de divulgação de imagens de abuso sexual contra crianças. No Estado de São Paulo, as investigações estão sob o comando da Polícia Civil da Capital e da superintendência regional paulista da Polícia Federal.

OPERAÇÃO ‘BLACK DOLPHIN’ - O objetivo da Operação ‘Black Dolphin’ é localizar com os acusados arquivos digitais compartilhados desses abusos, criados e divulgados por essa rede de pedófilos, que também estaria envolvida no tráfico de crianças para o mercado de escravidão sexual em países europeus. Parte das investigações policiais aconteceu dentro da chamada ‘deepweb’, a parte mais desconhecida e subterrânea da Internet, acessível apenas por programas específicos e que exige certa habilidade de navegação. É onde acontecem livremente vendas e compra de órgãos, contratação de assassinos de aluguel, transações financeiras do crime e divulgação de pedofilia, tudo sem restrições alguma e de difícil rastreio por parte das autoridades.

As investigações da Operação ‘Black Dolphin’ começaram em 2018, quando um suspeito de pedofilia foi identificado ao armar um esquema de venda da própria sobrinha para pedófilos na Rússia, utilizando o parque europeu da Disney como desculpa para ‘perder’ a menina por lá. O nome de batismo da Operação veio daí – ‘Black Dolphin’ é o apelido da prisão russa chamada Colônia 6, uma das mais seguras do país, localizada na fronteira do Cazaquistão. Nas escutas feitas, os criminosos tripudiavam das leis brasileiras e diziam que apenas essa prisão seria capaz de prendê-los.

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