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<< EDITORIAL Mais crescimento e menos desemprego

Publicada em 16/12/2016 às 08:09
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Não deixam de ser bem-vindas as medidas que estão sendo estudadas pelo governo federal para alavancar o crescimento econômico e combater o desemprego que há muito se instalou no Brasil. Levando-se em conta que o número de pessoas desempregadas já passa de 12 milhões, sem se falar do subemprego, que também atinge mais de 10 milhões de brasileiros, já estava na hora de a equipe governamental anunciar novas perspectivas para o desenvolvimento do País. O que se espera é que, com a chegada de 2017, as coisas passem da teoria para a prática e todos os setores de atividades possam respirar mais aliviados, tendo em vista que não é de hoje que a crise financeira vem deixando todo mundo angustiado e sem saber exatamente o que fazer. 
 
Se não fosse o dinheiro perdido com a corrupção, os gastos malfeitos, as mordomias desenfreadas entre os detentores do poder e o peso dos juros e da tributação que não trazem nenhum benefício à Nação, com certeza o Brasil estaria numa situação um pouco mais confortável para enfrentar os problemas, principalmente o desemprego, que não deixa de ser um fantasma a incomodar a todos. 
 
Apesar das medidas que agora estão sendo anunciadas, sabe-se que não será fácil recuperar o tempo perdido. Muitos problemas ainda deverão ser enfrentados por todos durante o primeiro semestre do ano que vem. O mais importante de tudo, porém, é que o governo faça o que deve ser feito para que as atividades econômicas possam deslanchar sem maiores embaraços. Sabe-se que não existe milagre a curto prazo, mas o fato é que em toda fase de transição é importante começar a pensar com seriedade no dia de amanhã. A redução da tributação e dos juros excessivos, por exemplo, são essenciais neste momento para que todos possam ter confiança de reativar os investimentos. 
 
Neste momento, o que se percebe é que o Brasil, embora timidamente, começa a viver a fase inicial de um processo de reconstrução de relações sociais, inclusive com a redefinição do papel do Estado, que tudo tem a ver com o bem-estar de seus 206 milhões de habitantes. E tudo que se fizer no sentido de abrandar as dificuldades que o povo brasileiro enfrenta em tantos setores não pode ficar para depois. Tudo deve ser pensado, elaborado e colocado em prática com muito empenho e seriedade. Entre outros pontos que devem ser atacados, como sustentam os analistas e estudiosos, figuram com destaque a questão da excessiva carga tributária, da corrupção sem limites, da impunidade criminosa e da falta de ética no âmbito político-administrativo. 
 
Antes de mais nada, é preciso introduzir o interesse pelo ser humano na tributação brasileira, isto para evitar que os mais vulneráveis continuem levando a pior. Sem isso, as coisas continuarão difíceis para todos os contribuintes que fazem de tudo pela grandeza da Nação.     
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