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<< SAÚDE Crise no atendimento de radioterapia é discutida no Ministério da Saúde

Publicada em 08/12/2016 às 07:51
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A vereadora eleita Iara Bernardi foi a Brasília tentar mediar uma solução para o impasse
A vereadora eleita Iara Bernardi (PT) esteve em Brasília nesta semana, para discutir com o Ministério da Saúde a suspensão no atendimento de radioterapia em Sorocaba. Iara foi recebida por Sandro Martins e Carla Reis, ambos da Coordenação Geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas da Pasta, que afirmaram, durante a reunião, que a Santa Casa de Misericórdia e a Prefeitura local comunicaram àquele Ministério somente em setembro que a pastilha de cobalto, utilizada no equipamento de radioterapia, venceria no mês seguinte. Sandro disse também, segundo Iara, que o recurso para manutenção do serviço de radioterapia em Sorocaba continua sendo enviado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e que a situação não deveria ter chegado a esse extremo. “O que foi feito neste setor da cidade foi uma política predatória e de verdadeiro canibalismo”, teria criticado Sandro. 
 
Iara contou ontem ao DIÁRIO que recebeu com espanto a informação de que a Santa Casa e a Prefeitura comunicaram o Ministério da Saúde com apenas um mês de antecedência sobre o vencimento da pastilha de cobalto. “Não é novidade para ninguém que estava para vencer. Há dois anos sabemos disso. É inaceitável que isso tenha chegado aqui (Ministério) somente agora”, disse.
 
EM BUSCA DE ALTERNATIVAS - Segundo Sandro e Carla asseguraram ainda à vereadora eleita, o Ministério da Saúde está procurando alternativas para garantir o fornecimento da pastilha para que, finalmente, o equipamento de radioterapia existente na Santa Casa volte a funcionar. Uma possibilidade seria uma doação feita pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que está desativando esse serviço e investindo em equipamentos mais modernos. 
 
O atendimento de radioterapia em Sorocaba foi suspenso no dia 11 de novembro e, desde então, tem prejudicando pacientes de 48 municípios que precisam viajar para outras cidades para conseguirem dar sequência ao tratamento contra o câncer. De acordo com a Santa Casa, uma pastilha nova custa aproximadamente R$ 1,5 milhão, mas atualmente o hospital não teria como adquiri-la por falta de recursos. A previsão é de que a interrupção no atendimento possa durar de 60 a 90 dias. 
 
O Governo do Estado contratou, desde abril, a Nucleon - única empresa privada que oferece serviços de radioterapia em Sorocaba - para atender parte da demanda de pacientes que realiza o tratamento de câncer na Santa Casa, mas, segundo Iara, o Estado paga por apenas 50 vagas, o que não ameniza o problema. A vereadora eleita afirma ainda que, se a Prefeitura está recebendo recursos federais para essa área, teria permissão para também contratar a Nucleon e, assim, ampliar a oferta de vagas. “A pergunta que fica é esta: se a Prefeitura continua recebendo recursos federais, do SUS, para a radioterapia, por que não contrata essa empresa também, já que é a única alternativa na região? É nítido que essa crise assistencial grave na área de Oncologia foi causada pela péssima gestão da Santa Casa e os interventores da Prefeitura”, enfatizou Iara Bernardi, não poupando críticas também aos atuais deputados da região que, de acordo com ela, não estiveram em nenhum momento no Ministério da Saúde para defender os interesses de Sorocaba e região. “Estão fazendo o que em Brasília? Votando contra os trabalhadores? Só para isso?”, ironizou, concluindo com um questionamento ao prefeito eleito José Antônio Caldini Crespo: “Se a proposta feita em campanha pelo prefeito eleito de transformar a Santa Casa local em hospital municipal for viabilizada, a Prefeitura vai assumir também todas as dívidas, os erros e os esqueletos que ainda estão no armário?”.
 
CASAMATA - Enquanto isso, as obras de construção da casamata na Santa Casa de Misericórdia, que deve abrigar o acelerador linear (equipamento mais moderno de radioterapia), têm previsão de término em junho de 2017. O Conjunto Hospitalar de Sorocaba também construirá uma casamata e receberá esse equipamento, mas ainda não tem prazo para o início das obras, já que a área apresentada pelo CHS ainda está em análise. Tanto a casamata da Santa Casa, como a do Conjunto Hospitalar são financiadas pelo SUS, não trazendo nenhum custo ao Município
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