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<< EDITORIAL A luta dos pais e dos alunos

Publicada em 07/12/2016 às 09:17
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Neste momento, com a realização dos vestibulares e das matrículas nas escolas para o ano que vem, enquanto os estudantes se preocupam em ingressar em alguma faculdade, os pais se preocupam com os recursos financeiros para garantir a matrícula dos filhos e das mensalidades escolares em 2017. Trata-se de uma preocupação que se justifica plenamente, considerando-se que não é fácil para muitas famílias bancar os estudos dos filhos. Basta lembrar como é grande todos os anos a inadimplência de alunos nas escolas particulares de Sorocaba, de São Paulo e do Brasil.
 
Praticamente, é consenso no País que a principal condição para o desenvolvimento socioeconômico do povo é a educação. O exemplo a respeito disso vem de vários países que se desenvolveram investindo na educação de qualidade e visando a resultados em médio e longo prazos. Por aqui, no entanto, diante da politicalha, de conflitos ideológicos e partidários, tudo é motivo para impedir que esse avanço seja uma realidade no Brasil. O interessante é que existem aqueles que nunca deixam de falar nos direitos humanos, mas esquecem que nem se garante a todos os estudantes o direito fundamental de frequentar alguma escola. 
 
Muitos reclamam que os estabelecimentos escolares de todos os níveis cobram demais pelas mensalidades. Mas a culpa não é só deles. Para quem não sabe, o setor educacional brasileiro é um dos segmentos que mais sofre com a carga excessiva de impostos, fato que sem dúvida agrava cada vez mais a vida dos cidadãos que pagam escolas particulares. Infelizmente, entra governo, sai governo, a situação permanece a mesma. Os governantes não sabem o que isso significa para atrapalhar a evolução do País em todos os aspectos. Assim, frequentar uma escola de qualidade acaba não sendo fácil para a maioria dos jovens, cujos pais são obrigados a abrir mão de muita coisa para lhes proporcionar o melhor. 
 
Como se percebe, trata-se de um círculo vicioso que nunca deixa de ser desfavorável aos estudantes e seus pais. Quem sabe, algum dia, o Brasil pensará de forma diferente com relação ao desenvolvimento da educação. Um bom começo seria adotar o mesmo sistema já existente em alguns países sul-americanos, onde os governantes subsidiam as escolas com o objetivo de aumentar o número de alunos nas salas de aula. Se cortasse muitos gastos desnecessários, ao invés de tirar recursos de pessoas que dão um duro danado para pagar impostos, o governo também poderia ajudar, e muito, a juventude. Da mesma forma, também ajudaria, e muito, se a corrupção fosse menor no País.                  
 
Quando essas e outras providências forem adotadas em favor das próximas gerações, com certeza o futuro do País será bem melhor. Por enquanto, a nebulosidade é que vai embaçando a vida de todo mundo.           
 
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