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<< BRASIL Arena Condá se prepara para velório de vítimas de queda de avião da Chape

Publicada em 02/12/2016 às 09:31
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A cidade de Chapecó vive a expectativa da chegada dos corpos das vítimas do acidente que matou a delegação da Chapecoense e jornalistas que viajavam a Medellín para a final da Copa Sul-Americana. A Prefeitura da cidade catarinense já havia confirmado que o velório de 51 das 71 vítimas será feito de forma coletiva no estádio do clube alviverde, a Arena Condá.
 
A cerimônia estava prevista para hoje (2), mas a direção da Chapecoense recebeu da Força Aérea Brasileira a informação de que os corpos das vítimas devem pousar na cidade catarinense apenas na madrugada do dia seguinte. Por isso, o velório coletivo foi confirmado para a manhã deste sábado (3).
 
A Arena Condá já está recebendo as adequações necessárias para que a cerimônia seja possível. No gramado do estádio, estão sendo instalados toldos para proteger os caixões e para permitir um maior conforto às famílias e amigos das vítimas que estarão no velório. A torcida do time e a população de Chapecó terão acesso às arquibancadas para também prestar a sua homenagem e se despedir dos atletas, dos dirigentes e da comissão técnica.
 
Os preparativos das autoridades de Chapecó e dos dirigentes do clube preveem, inclusive, a possibilidade de que o presidente da República, Michel Temer, compareça à cerimônia. A presença dele, no entanto, ainda não tinha sido confirmada pelo Palácio do Planalto.
 
O presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, confirmou a participação no velório. Ele cancelou outros compromissos que estavam agendados pela federação para poder viajar ao Brasil.
 
SUSPENSÃO - A Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia suspendeu a licença de voo da companhia aérea Lamia, dona do avião que caiu com a delegação da Chapecoense na Colômbia. A decisão foi anunciada por meio de um comunicado divulgado pelo órgão nesta quinta-feira (1º), menos de um dia depois da revelação de que a aeronave estava com os tanques de combustível vazios quando se acidentou. As informações são da Agência Ansa.
 
A causa mais provável da tragédia é pane seca, que pode ter provocado a falha elétrica "total" reportada pelo piloto do avião, Miguel Quiroga, uma das vítimas do desastre e também sócio da Lamia. Fundada em 2009, na Venezuela, a empresa começou a operar em 2014 e pouco depois transferiu sua sede para a Bolívia. Sua especialidade eram voos fretados para times de futebol da América Latina, já que oferecia flexibilidade para pousar em aeroportos remotos.
 
Além da Chapecoense, usaram seus serviços times como o colombiano Atlético Nacional, rival da equipe catarinense na final da Copa Sul-Americana, o boliviano The Strongest e até a seleção da Argentina. O avião que levava a Chape era o único de sua frota em condições de operar.
 
O piloto do voo, Miguel Quiroga, tinha 36 anos, era casado e pai de três filhos. Ele havia comprado a Lamia de empresários venezuelanos em 2014, ao lado do amigo Marco Rocha Venegas, também piloto. Segundo este último, não há nenhum vínculo entre a companhia atual e a anterior.
 
Quiroga vivia no Acre, perto da fronteira com a Bolívia, onde construía uma casa. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o piloto era genro do ex-senador boliviano Roger Molina, que fugiu para o Brasil denunciando perseguição do presidente Evo Morales. Um de seus sonhos era transportar a Seleção Brasileira de futebol.
 
As autoridades da Aeronáutica Civil da Colômbia confirmaram que o avião que transportava a equipe da Chapecoense para Medellín caiu sem "uma gota de combustível" no morro em Cerro Gordo e que agora serão investigadas as causas do que provocou a pane seca. O acidente matou 71 pessoas e deixou seis feridas.
 
"Uma das hipóteses com que trabalhamos é que [o avião] não contava com combustível e que, por isso, tenha apagado subitamente os motores. Motores são a fonte elétrica. Você pode ter uma turbina adicional, mas, se não tinha combustível, vai ter uma pane elétrica", afirmou Fredy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil.
 
Segundo Bonilla, as normas internacionais exigem que uma aeronave precisa ter combustível suficiente para chegar ao aeroporto de destino, mais 30 minutos e ainda mais 5 minutos ou 5% da distância, que é o combustível reserva.
 
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