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<< EDITORIAL A insanidade das guerras

Publicada em 23/11/2016 às 06:56
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É inconcebível no mundo de hoje, em pleno século 21 - e com tantos exemplos de atrocidades e genocídios pelo qual a humanidade passou nas duas guerras mundiais e na guerra do Vietnã, entre outras - nos depararmos com situações tão dramáticas, tristes e revoltantes que envolvem os conflitos na Síria e no Iraque. A matança de crianças, mulheres e velhos que se verifica nesses países é algo que está a chamar cada vez mais as atenções do mundo todo, diante do fracasso da ONU (Organização das Nações Unidas) de lidar com os problemas.    
 
Ainda agora, por exemplo, conforme a televisão vem mostrando no Iraque, os poços de petróleo incendiados pelo Estado Islâmico, depois de serem expulsos de várias localidades, têm deixado pequenas cidades em situação de absoluta barbárie, com as ondas de fumaça sufocando milhares de pessoas que não têm para onde escapar. A população está relegada ao pior, numa situação comparável aos campos de concentração nazistas ou em condições ainda piores, sem água, sem alimentação e sufocada pela fumaça interminável provocada pelo fogo que ninguém consegue apagar. Não são poucos os que fazem de tudo para escapar do verdadeiro inferno em que vivem por causa da estupidez humana dos terroristas.        
 
Da mesma forma, o pior de tudo também ocorre na guerra civil da Síria, onde mais de 400 mil pessoas já foram mortas nos últimos cinco anos, num conflito em que a ignorância humana faz questão de não respeitar coisa alguma, dizimando diariamente seres humanos vítimas das piores barbaridades. Há relatos de extermínio sumário, principalmente de mulheres, crianças e idosos, enquanto o êxodo de pessoas supera todas as expectativas. Não há dúvida de que tanto a Síria como o Iraque, entre tantos outros países que se encontram na mesma situação, enfrentam uma seríssima crise humanitária. 
 
Diante de uma perspectiva desoladora que tem tudo para continuar se ampliando cada vez mais, o que se espera é que a ONU e as grandes potências mundiais encontrem os meios necessários para lidar com a situação, fazendo com que o pior não continue a acontecer nesses países. Por enquanto, não existe, num futuro previsível, qualquer expectativa de que as coisas venham a melhorar, evitando que os refugiados continuem a buscar várias partes do mundo.     
 
Só se pode esperar que prevaleça, senão o bom senso, ao menos o espírito de justiça e fraternidade, que deve nortear situações como essas, onde a insanidade é que toma conta de tudo, como se a vida humana não tivesse qualquer valor.    
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