Sexta-Feira, 21 de Janeiro de 2022

Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
Sorocaba 

buscar

<< SAÚDE Município registra menor índice de mortalidade infantil de sua história

Publicada em 08/11/2016 às 01:00
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR
O município de Sorocaba atingiu, em 2015, o menor índice de mortalidade infantil de sua história. Com 10,5 por 1.000 nascidos vivos – números divulgados pela Fundação Seade no final da última semana –, a taxa de mortalidade infantil na cidade caiu 15,32% em relação ao ano anterior e ainda ficou abaixo dos índices regional (11,7) e estadual (10,7), aproximando-se bastante de valores de um só dígito (menos de 10), o que é preceituado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
De acordo com a presidente do Comitê Municipal de Mortalidade Infantil, a vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social Edith Di Giorgi, há anos o índice de mortalidade infantil em Sorocaba vem apresentando tendência de queda e agora, em 2015, mudou definitivamente de patamar graças aos resultados de uma série de programas, ações e serviços específicos disponibilizados pelos setores público e privado de saúde, para o atendimento às mulheres desde o início da gravidez, bem como às crianças ao longo dos meses subsequentes aos nascimentos.
 
A médica Edith Di Giorgi explica ainda que as principais causas de Mortalidade Infantil estão relacionadas às afecções originadas no período perinatal (consequências da prematuridade) e que, por isso, são fundamentais ações de atenção básica nos municípios brasileiros. A coordenadora do Comitê Municipal de Mortalidade Infantil destaca também que, em Sorocaba, a Prefeitura ampliou a Estratégia de Saúde de Família, aumentando de 16 para 44 nas Equipes de Saúde de Família (ESF), além de 5 para 14 nas Unidades de Saúde da Família, e que isso fez com que a cobertura do serviço subisse de 9% para 28% da população, com foco em áreas com maior vulnerabilidade, “o que significa melhoria na vigilância e cuidado materno-infantil”. 
 
Edith comenta igualmente que, com o aumento das Equipes de Saúde de Família, foi possível intensificar ações territorializadas, como os cuidados na gestação, orientações quanto à importância do correto seguimento de todas as consultas e exames de pré-natal, visitas domiciliares aos recém-nascidos, orientações e cuidados com as crianças, prevenção de acidentes na infância, avaliação da situação vacinal e demais ações que as equipes de saúde da família realizam por conhecerem o seu território e a população de sua micro área, o que possibilita intensificar o vínculo das equipes com as famílias, dentre outros.
 
EDUCAÇÃO CONTINUADA - Para que tudo saia da forma esperada, a Secretaria da Saúde da Prefeitura local  vem, por outro lado, intensificando ações de Educação Continuada e treinamentos de suas equipes multiprofissionais, visando o adequado acompanhamento de gestantes e crianças para o diagnóstico precoce dos agravos  à  saúde  das mães e de seus filhos, com revisão periódica dos protocolos assistenciais.
 
O secretário municipal de Saúde, Ailton de Lima Ribeiro, relata que também são destaque na atenção materno-infantil alguns programas municipais, como o “Pré-natal para Gestantes de Alto Risco”, o que inclui gestantes adolescentes, além dos pré-natais de baixo e médio riscos, que também oferecem atendimento odontológico preferencial e obrigatório para todas as gestantes, e do controle e monitoramento das internações de gestantes durante o Pré-Natal.
 
Ailton Ribeiro lembra ainda que há também o programa “Recém-Nascido de Risco”, que garante o agendamento de consulta até sete dias nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), para os recém-nascidos nas maternidades (SUS), bem como para as mães puérperas, e ainda o programa “Bebê Saudável”, que acompanha e monitora os bebês menores de um ano internados em hospitais SUS e também agenda consultas precoces nas Unidades Básicas de Saúde.
 
“Outra ação importante é o trabalho proativo das equipes de saúde na busca de crianças e gestantes que faltam às consultas programáticas e das que encontram-se em situação de risco”, destaca o secretário municipal de Saúde, lembrando que o Governo Municipal ainda mantém várias ações na área hospitalar, dentre as quais as parcerias para manutenção de UTIs-Neonatais em todas as maternidades SUS, além da garantia de cumprimento das políticas nacionais de atenção obstétrica e neonatal e o aprimoramento do processo de alta hospitalar, garantindo a consulta do bebê e da mãe junto com resumo de alta.
 
PARCERIAS -Dentro do conceito de atenção integral a gestantes e crianças, a Prefeitura de Sorocaba mantém, por outro lado ainda, importantes parcerias, como com o Conjunto Hospitalar de Sorocaba, mantenedor do Banco de Leite  Humano , e  com a Santa Casa de Misericórdia, onde funciona um posto de coleta de leite humano, de forma a incentivar e permitir o aleitamento  natural, bem como com algumas outras instituições comprometidas com o fortalecimento de ações  sociais para que, juntamente com as equipes de Saúde, desenvolvam ações pontuais e sistematizadas de incentivo ao aleitamento, o que já resultou, inclusive, na implementação de "Espaço Amamentação" em algumas unidades de saúde do Município.
 
Dentro da própria estrutura da Prefeitura existe um movimento de união de esforços que dá resultados. A presidente do Comitê de Mortalidade Infantil, Edith Di Giorgi, destaca a integração entre a Secretaria de Desenvolvimento Social, Pasta que encontra-se sob seu comando, e a Secretaria da Saúde. A iniciativa estabeleceu, inclusive, uma regionalização da cidade para maior integração das ações de saúde com as de assistência social, propiciando um melhor acompanhamento das gestantes, crianças  e famílias, o que tem impactado de maneira positiva na redução da  mortalidade  e melhoria da saúde da infância em Sorocaba.
 
Além disso, dentro da Prefeitura foi criado um projeto chamado “GerAções”, desenvolvido por meio de parceria entre as secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde e o Fundo Social de Solidariedade, que prioriza o acompanhamento de gestantes em situação de risco que são identificadas pelas Unidades Básicas de Saúde e pela Policlínica Municipal. O projeto oferece atendimento multidisciplinar pré e pós-natal, com o objetivo de diminuir a  morbimortalidade de mães e  de bebês com idade inferior a um ano, provendo meios saudáveis de reprodução e potencializando habilidades das mães no cuidado com os filhos  com  apoio educativo. O projeto fortalece a vigilância dos riscos sociais no meio materno-infantil, por meio da articulação dos serviços oferecidos pelos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Unidades Básicas de Saúde, promovendo meios saudáveis de reprodução e potencializando habilidades das mães no cuidado com os filhos, possibilitando a identificação precoce de fatores de risco.
 
A vice-prefeita Edith Di Giorgi destaca ainda, a propósito, que é importante que a mulher entenda a importância do período gestacional antes mesmo de engravidar, de forma a procurar atenção especial para estabelecer cuidados e hábitos saudáveis, como planejamento da futura gravidez. “Para ter uma gravidez mais segura, parto e puerpério adequados, toda mulher deve procurar um serviço de saúde para receber as devidas orientações e realizar exames e suplementações, conforme protocolos estabelecidos”, comenta Edith. “A avaliação pré-concepcional deve ser estimulada, pois possibilita identificação de fatores de risco ou doenças que podem alterar a evolução normal de uma gestação, sendo fator de extrema importância na melhoria da assistência materno-infantil, podendo até influenciar na redução da morbimortalidade materna, infantil e fetal”, completa.
 
PRÓXIMOS PASSOS - A redução do coeficiente de mortalidade infantil está diretamente relacionada ao trabalho coordenado pelo Comitê Municipal de Mortalidade Infantil na análise dos dados e acompanhamento dos serviços. E esse trabalho, agora, está em fase de revisão, para que as ações sejam retomadas de forma intensificada e sistematizada junto às áreas social, educacional, entidades e conselhos, propiciando um diagnóstico ainda mais fiel da situação e a elaboração de planos de ação que reforcem ainda mais dessa linha de cuidado materno-infantil e a consequente redução da mortalidade infantil.
 
 
 
Saúde inicia campanha de busca 
por sintomáticos da tuberculose
 
A partir desta segunda-feira (7) e até 18 de novembro, a Vigilância Epidemiológica/Divisão de Saúde Coletiva, da Secretaria Municipal da Saúde, promove a Campanha de Busca do Sintomático Respiratório da Tuberculose. A ação integra o calendário de trabalho que lembra o Dia Nacional da Tuberculose (17 de novembro) e será desenvolvida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nos Pronto-Atendimentos, Serviço de DST, Coas, penitenciárias, presídios e no Hospital Vera Cruz. A atenção estará voltada àquelas pessoas com tosse por tempo igual ou superior a três semanas.
 
De acordo com a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose, a enfermeira Valquíria Rosana Carnio Gomes, a busca ativa é uma atividade de saúde pública que visa identificar precocemente pessoas com os sintomas da doença e que, apesar de realizada permanentemente, é intensificada neste período. Trata-se de uma estratégia recomendada internacionalmente que, em Sorocaba, já apresenta melhora na identificação e atenção aos casos. A expectativa do Município é atingir o exame de 1% da população local.
 
O Estado de São Paulo descobre cerca de 18.000 casos de tuberculose (TB) por ano, que representa o maior número absoluto de casos do Brasil. Embora a morbimortalidade venha apresentando tendência de declínio; descobrir, tratar e curar esses casos representa um enorme desafio. “É importante lembrar que cerca de 90% dos casos de Tuberculose são da forma pulmonar e, destes, 60% são bacilíferos. Os casos bacilíferos são a principal fonte de disseminação da doença e a descoberta precoce por meio da busca ativa do sintomático respiratório (SR) é uma importante medida para interromper a cadeia de transmissão, desde que acompanhada pelo tratamento oportuno”, destacam As autoridades sanitárias.
 
Além da realização da Busca do Sintomático Respiratório nas 31 Unidades de Saúde, PA(S), DST, Coas e instituições do sistema prisional e psiquiátrico, também serão elaborados e distribuídos cartazes à população como forma de alertar para a doença. 
 
CASOS EM DECLÍNIO - Sorocaba apresenta declínio em relação de casos desde 2013. Em 2015, os casos registrados marcaram maior incidência entre os 20 e 59 anos. Os homens apresentam maior percentual – 70%, justamente porque esse é o período de maior produtividade laborativa. Foram 114. As mulheres foram 48 casos confirmados ou 29,3 %.
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar