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<< EDUCAÇÃO Delegacia de Ensino terá de explicar descarte de livros no `Estadão´ à Câmara

Publicada em 20/10/2016 às 08:25
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O vereador Carlos Leite (PT) protocolou ontem, na secretaria do Legislativo sorocabano, requerimento que será deliberado durante a sessão desta quinta-feira (20), questionando a Delegacia Regional de Ensino sobre o descarte de livros na Escola Estadual “Dr. Júlio Prestes de Albuquerque”, conhecida como “Estadão”, na avenida Dr. Eugênio Salerno.
 
Em seu requerimento, Leite cobra informações sobre as obras literárias descartadas, quantas foram e quais eram. Além disso, ele pede cópia de eventual laudo feito por especialista atestando a impossibilidade de utilização dos livros para outros fins, que não o simples descarte para reciclagem, como foi feito pela direção, como o DIÁRIO informou, aliás, em sua edição de terça-feira (18).
 
Na sessão ordinária de anteontem, o vereador também já usou a tribuna da Câmara sobre o assunto e disse que cobraria informações sobre o descarte das obras. "O que vimos foi uma barbaridade. Tantas obras que poderiam ser doadas para bibliotecas comunitárias e foram sumariamente jogadas no lixo, em uma situação escabrosa, jogadas pela janela", discursou, indignado. "Nossa Biblioteca Municipal, por exemplo, é linda, mas está longe das periferias. Muitos estudantes simplesmente deixam de vir na Biblioteca, aqui no Parque da Boa Vista, por causa da distância. Seria, no mínimo, uma demonstração de sensibilidade a doação dessas obras para as bibliotecas comunitárias de nossa cidade", disse ele.
 
A Delegacia de Ensino enviou nota à imprensa dizendo que o descarte ocorreu sem a devida autorização. Haverá desdobramentos.
 
QUATRO PROJETOS E UM VETO - Quatro projetos de lei em primeira discussão e um projeto de lei e um veto também constam da pauta da sessão de hoje da Câmara Municipal. O novo veto do Executivo atinge projeto também de autoria do vereador Carlos Leite (PT), que institui na rede pública de saúde do Município a notificação compulsória da violência praticada contra a mulher, prevendo a criação da Comissão de Monitoramento da Violência Contra a Mulher na Secretaria Municipal da Saúde e obrigando todas as unidades de saúde a disponibilizarem profissionais para atender, acolher e orientar as mulheres vítimas de violência doméstica, sexual, física ou psicológica. Na exposição de motivos do veto, o prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB), em que pese reconhecer a importância da proposta, alega que o projeto é inconstitucional, pois cria obrigações para a Administração Municipal, ferindo a independência entre os poderes, prevista na Constituição. 
 
Entre os projetos em primeira discussão, o primeiro deles, de autoria do vereador Pastor Apolo (PSB), institui no Município o Programa “Adote um Ponto de Ônibus”, possibilitando a pessoas jurídicas ou físicas adotá-los visando sua melhoria e conservação, em troca de usá-los para fins publicitários. De Carlos Leite, outro projeto institui a Patrulha das Águas no Município, com a finalidade de implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos que protegem os diferentes ambientes aquáticos (rios, riachos, ribeirões, lagos, nascentes e mananciais, entre outros), enquanto o vereador Anselmo Neto (PSDB) quer incluir a disciplina de Direito na grade curricular das escolas municipais de 2º Grau e Wanderley Diogo (PRP) propõe passe livre para gestantes economicamente vulneráveis no transporte coletivo de Sorocaba, para facilitar a realização do pré-natal inclusive, “reduzindo custos posteriores com internações”. 
 
 
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