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<< POLÍTICA Em clima tenso, senadores discutem relatório de Anastasia

Publicada em 03/08/2016 às 14:09
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(Agência Brasil)
A possibilidade de que o julgamento final do processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff seja concluído ainda este mês elevou a temperatura na Comissão Especial do Senado, reunida nesta quarta-feira (3) para discutir o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), já apresentado e lido ontem.
 
A polêmica veio após a declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que ontem (3) defendeu o início do julgamento no dia 25 de agosto. Renan disse que, se for preciso, a Casa deverá trabalhar inclusive no fim de semana para agilizar a conclusão do processo.
 
A discussão ocorre porque senadores defensores e contrários ao impeachment não têm dúvidas de que o processo será levado até a fase final. A data do julgamento, no entanto, será marcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, embora tenha adiantado que não pretende levar os debates para o fim de semana.
 
A sessão começou com muito bate-boca entre senadores favoráveis e contrários ao impeachment. Os defensores de Dilma Rousseff acusam o presidente da Casa e a base de apoio de Michel Temer de pressionar, a pedido do presidente interino, um desfecho mais rápido para o processo. Já os apoiadores de Temer acusam os defensores da presidenta afastada de tentar procrastinar a conclusão do processo.
 
“Vamos fazer aquilo que é a expectativa da sociedade, do povo brasileiro: decidir este processo. Chega de procrastinação, chega de chicana, chega de manobra vil para tentar ganhar mais 24 horas, 48 horas de um processo que já está encerrado”, disse o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
 
“O que está acontecendo é uma tentativa de impedir a defesa da presidente Dilma. Eu não vejo porque isso. E 48 horas fazem diferença, sim, em um julgamento desta magnitude. E, principalmente, porque o número de votos para aprovar esse impeachment é um número de votos apertado. Nós sabemos disso. E que estão sendo disputados. Em 48 horas, temos condições de fazer argumentação, de ouvir mais testemunhas, de fazer o convencimento. Aliás, é um fato. Desde que iniciamos os trabalhos aqui, tivemos uma mudança, inclusive da população, em relação ao impeachment”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
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