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<< POLÍCIA Apagando ilegalmente a chama da Tocha Olímpica

Publicada em 17/07/2016 às 07:25
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Na manhã de hoje, a tocha olímpica está percorrendo as ruas de Sorocaba. Ela percorre mais de 300 cidades em solo nacional até a cerimônia de abertura dos Jogos, no dia 5 de agosto. São 12 mil condutores nos 95 dias de revezamento, com 20 quilômetros de trajeto em terra e 16 quilômetros percorridos de avião.
 
O artefato está sendo visado por diversas pessoas interessadas em apagá-lo. No dia 26 de junho, em Maracaju, Mato Grosso do Sul, um homem de 27 anos foi detido ao tentar apagar a tocha com um balde cheio d'água. Três dias depois, em Cascavel, Paraná, outro homem identificado apenas como Daniel, usou um extintor de incêndio para tentar apagar a tocha e também foi preso pela Guarda Nacional, antes mesmo de chegar perto do condutor.
 
No último dia 7, um jovem foi detido em Joinville, na Avenida Beira-rio, na região central da cidade, quando o trajeto já se aproximava do final. Ele tentou apagar com um extintor de incêndio. A mais recente aconteceu em Curitiba, com duas tentativas. A primeira foi na Praça Tiradentes, no Centro. Ao perceber a movimentação estranha de um rapaz, policiais o abordaram e o impediram de chegar perto do símbolo olímpico. Na segunda tentativa, no Largo da Ordem, outro rapaz se atrapalhou e, ao invés de atingir a tocha, molhou os policiais que faziam a segurança do evento.
 
Uma busca no Google oferece mais de 460 mil resultados quando se digita “apagando a tocha” (na verdade o algoritmo que completa a frase antes de finalizar o que se quer buscar já entende e para no “apagan...”).
 
 
 
No resto do mundo também
 
Neste ano, o fogo olímpico percorreu, pela primeira vez, 27 países nos cinco continentes, num total de 78 mil quilômetros - 1.500 de mão em mão e o resto de avião. Por mais que a tocha receba bastante proteção, ela é passível de ser apagada. Antes da celebração das Olimpíadas de 2008, em Pequim, a chama foi apagada durante o percurso, quando ainda vinha de Paris. Naquela ocasião, protestantes a favor do Tibete estavam manifestando, mas o mais irônico é que os responsáveis por apagá-la foram, justamente, os seguranças.
 
Na França, a chama foi apagada três vezes, mas como o recipiente com as lamparinas eram cuidadosamente armazenados, foi possível reacendê-la novamente. Na verdade, essa é uma norma básica antes da celebração de quaisquer Jogos Olímpicos. Mas nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014, foi o recorde de “apagadas”. No trajeto de mais de 50 mil quilômetros até chegar ao Mar Negro, passando pela Rússia, a tocha apagou 44 vezes, deixando o primeiro-ministro, Vladimir Putin, numa situação muito constrangedora.
 
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