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<< POLÍCIA Esquema criminoso envolveu até oito clubes; um homem foi preso em Sorocaba

Publicada em 09/07/2016 às 06:29
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O delegado da Polícia Civil, Mário Sérgio de Oliveira Pinto, um dos coordenadores da "Operação Game Over", que apura fraudes em resultados de jogos de futebol, afirmou que, até ontem, as investigações mostram a participação de seis a oito clubes no esquema que manipulava resultados de partidas. A intenção dos criminosos era beneficiar uma quadrilha que obtinha premiações em casas de apostas internacionais.
 
Em Sorocaba, um homem do esquema foi preso na quarta-feira, dia em que a "Operação Game Over" foi deflagrada. A partida do dia 25 de setembro de 2015, em que o Atlético Sorocaba disputou com atletas sub-17 contra o time do Santo André, pelo Paulista sub-20, está na mira das investigações. Os dirigentes negam qualquer irregularidade no jogo realizado. O placar foi de 9 a 0 contra o Galo de Sorocaba. A identidade do homem preso não foi revelada pelo fato de a "Game Over" estar sob segredo de Justiça.
 
Segundo o delegado, houve jogos com resultados manipulados, em 2016, nas séries A2 e A3 do Campeonato Paulista de Futebol e na primeira divisão dos campeonatos estaduais do Rio Grande do Norte, do Maranhão e do Ceará. De acordo com ele, há indícios de que houve fraude também nas séries principais do Acre, Paraná, e Mato Grosso.
 
 
Treinadores, jogadores 
e dirigentes sob suspeita
 
A quadrilha é liderada por asiáticos, que pagavam de US$ 20 mil a US$ 30 mil para que um time perdesse um jogo determinado. Normalmente, a equipe era obrigada a ser derrotada por um largo placar, como 4 a 0. Treinadores, jogadores e dirigentes estão envolvidos no caso.
 
“Descobrimos que o esquema não necessita da participação de todo o clube, basta uma quantidade mínima de jogadores. Nem todo o elenco precisa ser aliciado, basta que o técnico e a maior parte dos jogadores em campo atuem de forma pré-ordenada, com a intenção de fraudar o resultado. Mas há casos em que a estrutura inteira do time participava, do presidente aos jogadores”, disse o delegado da 5ª Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva.
 
Colocar a mão na bola dentro da área ou fazer faltas dentro da área – situações em que os times são punidos com pênaltis – eram algumas das formas que os jogadores, a mando do técnico e dirigentes, agiam para manipular o resultado.
 
Não há informações ainda sobre a identidade dos chefes da organização criminosa no exterior, apenas que são da Indonésia, Malásia e China. No Brasil, o esquema, segundo a polícia, era coordenado por Anderson Silva Rodrigues e Márcio Souza da Silva, ambos do Rio de Janeiro. Até ontem, oito participantes do esquema tinham sido presos temporariamente.
 
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