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<< SAÚDE Nova realidade no diagnóstico e tratamento da mielofibrose são tema de evento na cidade

Publicada em 21/06/2016 às 06:09
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Atividades simples, como pentear o cabelo, passam a ser impraticáveis. Movimentar-se gera dor e a qualidade de vida do paciente é nula, gerando dependência de terceiros para quase tudo. A mielofibrose é uma doença incapacitante e precisa ser mais difundida entre a sociedade. Por ser uma neoplasia rara, muitas vezes os pacientes enfrentam uma dura jornada até conseguir um diagnóstico correto e iniciar um tratamento adequado que contribua para a retomada da qualidade de vida e autossuficiência.  
 
Buscando aprofundar sobre o quadro geral da doença, a dra. Ana Clara Kneese, hematologista da Santa Casa de São Paulo, recepcionará colegas da região de Sorocaba nesta terça-feira (21), para debater sobre as novas perspectivas no tratamento da mielofibrose. O evento Jakavi Regional Launch Meeting – Diagnóstico e Tratamento da Mielofibrose será realizado no La Doc Gastronomia (rua Francisco Moron Fernandes, 216 - Parque Campolim). Gratuito, irá das 19 às 22 horas
 
Quando a mielofibrose é diagnosticada, na maioria dos casos já está em estágio avançado. As opções para tratar a doença são limitadas. Estudos mostram que pacientes com mielofibrose apresentam diminuição na expectativa de vida, com média de sobrevida geral de 5,7 anos. A única cura potencial é o transplante alogênico de células-tronco, mas o procedimento está associado à alta taxa de mortalidade e elegível a menos de 5% dos pacientes4. Muitas vezes em função da idade avançada dos pacientes, visto que afeta principalmente pessoas entre 50 e 80 anos. O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames de sangue de rotina, com a alteração no número das células do sangue e do exame físico, com a presença do baço aumentado. Há casos em que o órgão pode chegar a medir até 36 centímetros e pesar 10 quilos. A biópsia de medula óssea  é sempre necessária. 
 
As causas são desconhecidas. Em um paciente com mielofibrose, substâncias chamadas citocinas levam ao surgimento de diversos sintomas clínicos debilitantes. Os principais sintomas, além do aumento do baço, são fraqueza, falta de ar ao fazer esforço físico, palidez, hematomas, anemia, suor noturno, perda de peso, fadiga e dores abdominais que contribuem para a perda de habilidades funcionais. 
 
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