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<< SAÚDE Santa Casa prepara-se para construção de casamata Hospital iniciou demolição de área que vai abrigar acelerador linear usado em radioterapia

Publicada em 24/05/2016 às 06:23
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(Secom)
Desde 2012, o Ministério da Saúde negocia com a Santa Casa a construção da casamata para abrigar um acelerador linear, equipamento utilizado no tratamento de radioterapia para pacientes com câncer. O Estado financiará a obra e o aparelho, e será do hospital a responsabilidade de liberar um espaço para a construção. 
 
Após publicação no “Diário Oficial da União”, o hospital começou, na semana passada, a demolição de um espaço onde funcionava um ambulatório de especialidades médicas. O serviço deve ser finalizado até a próxima semana, para que sejam iniciadas as obras da casamata, que terá 226 metros quadrados. 
 
Segundo o gestor do hospital, José Luiz Pimentel, os pacientes serão beneficiados com o equipamento. “Possuímos, atualmente, um equipamento de cobalto, que é muito eficiente, mas a tecnologia do acelerador é mais atual e vai possibilitar um aumento nos atendimentos”, ressalta. 
 
Em média, 400 pacientes fazem tratamento de câncer por mês na Santa Casa. Destes, 60% são moradores de municípios da região de Sorocaba. “O benefício não será apenas para a população que reside aqui, mas ainda não dá para dizer em números quantas pessoas a mais poderão receber tratamento”, reforça Pimentel. 
 
No dia 2 de junho, haverá uma reunião entre administração do hospital, engenheiros da empresa que venceu licitação para construir a casamata e engenheiro do Ministério da Saúde. O objetivo é discutir o prazo da conclusão da obra. O gestor reforça que essa obra não tem ligação com a construção da casamata pela Irmandade que administrava o hospital anteriormente, edificada fora dos padrões. 
 
LEITOS – A Santa Casa de Misericórdia adquiriu oito novos leitos para urgência e emergência. O hospital contava com cinco e, desde a semana passada, passou a funcionar com 13; destes, 10 estão ocupados atualmente. A intenção é melhorar o atendimento aos pacientes, principalmente neste período de aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave.
 
De acordo com o gestor do hospital, José Luiz Pimentel, as três Unidades Pré-Hospitalares e a de Pronto-Atendimento do Éden também são capacitadas para prestar esse tipo de atendimento. “Essas unidades de saúde recebem pacientes com a síndrome, por exemplo, e têm todos os equipamentos que o hospital possui. No entanto, a família sente-se mais segura quando o paciente está no hospital”, comenta.
 
Para diminuir os gastos, a gestão do hospital optou por alugar os equipamentos. Cada um dos leitos equipados, segundo Pimentel, vai custar R$ 1,5 mil por mês. Caso fossem comprados, custariam R$ 150 mil. “A Santa Casa de Misericórdia é um hospital particular que, neste momento, está sob gestão pública municipal; ou seja, nós não podemos utilizar recurso público para aplicar em um hospital privado. A maneira que encontramos foi a locação”, ressalta.
 
Outra vantagem do aluguel, ainda conforme o gestor, é a manutenção dos equipamentos. “Quando houver alguma falha, a empresa que nos faz a locação deve substituí-lo em até 24 horas; ou seja, o atendimento ao paciente não será prejudicado”, frisa.
 
OCUPAÇÃO - O número total de leitos, de acordo com Pimentel, deve ser suficiente para atender à população. Segundo ele, é feito um gerenciamento clínico de leitos no hospital, o que resulta na melhoria do atendimento e cura do paciente. “Dois médicos verificam diariamente a situação dos enfermos. Eles monitoram, por exemplo, se um paciente da UTI já pode ir para a enfermaria. Isso facilita o afluxo no hospital. Há um ano, a permanência de pacientes na UTI era de 12 dias, esse número caiu para seis”, frisa.
 
De acordo com Pimentel, dos 13 leitos, 10 estão ocupados, dois são por pacientes que estão com a síndrome respiratória aguda grave (Srags). “Vale ressaltar que nem toda gripe é H1N1. Um levantamento da Secretaria de Saúde mostra que, dos 148 pacientes atendidos com essa síndrome, 11 foram confirmados com H1N1”, reforça. 
 
Mas ele ressalta que quem contraiu a síndrome precisa dos mesmos cuidados. “Essa também é uma doença grave, que depende de cuidados médicos e de enfermagem. Os pacientes precisam de atenção especial, por isso nos preocupamos em aumentar os leitos nesse período em que o volume de atendimentos relacionados à gripe será maior.”
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