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<< SAÚDE Busca pela vacina contra a gripe lota clínicas particulares Na rede pública da cidade, vacinação seletiva contra a Influenza A (H1N1) só começa a 30 de abril

Publicada em 12/04/2016 às 07:12
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(Fernando Rezende)

Enquanto a Secretaria de Saúde da Prefeitura anuncia só para o sábado 30 de abril o início da campanha de vacinação gratuita, mas seletiva deste ano contra a gripe, as clínicas particulares da cidade estão lotadas de clientes buscando a imunização contra a temível Influenza A (H1N1). A alta demanda tem, inclusive, esgotado estoques das clinicas, que garantem nunca terem visto procura tão grande pela imunização.  De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado, cerca 70 mortes já ocorreram este ano em território paulista relacionadas ao vírus H1N1.

De acordo com a diretora executiva de uma clínica no bairro de Santa Rosália, Natália Mellone Smith, o aumento na procura foi de 300%. “É uma coisa fora do contexto. É muita procura mesmo”, afirmou ontem. Segundo ela, todos os grupos de pessoas têm buscado a clínica. “Hoje todo mundo quer tomar vacina, seja de um grupo de risco ou não”, asseverou ao DIÁRIO.

Com a demanda fora do normal, a clínica de Natália já está com os estoques praticamente vazios e tem entrado numa rotina de trabalhado dobrado. “A gente já aumentou o quadro de funcionários para tentar atender da melhor forma possível os clientes, mas realmente ainda está complicado”, conta a diretora executiva da clínica, que recomenda aos clientes acompanharem a página da clínica no Fecebook para saberem quando a empresa receberia um novo lote.

TIPOS DE VACINA – Um dos atrativos da vacina contra o vírus H1N1 da rede privada está na sua eficácia. Segundo o Ministério da Saúde, há dois tipos de imunização: o trivalente e o tetravalente. A primeira vacina contém os vírus Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B - do subtipo Brisbane - , enquanto a tetravalente, além de todas as cepas da outra versão, possui também o vírus Influenza B, esta de subtipo Phuket.

Ainda segundo a Pasta, as vacinas que serão distribuídas na rede pública a partir do dia 30 deste mês são as trivalentes, enquanto a tetravalentes são adquiridas apenas no setor privado. O preço médio dessas vacinas é de cerca de R$ 150.

Natália Mellone explica que, embora as duas protejam contra o H1N1, a tetravalente é recomendada principalmente para quem viaja para o Exterior, já que a imunização Phuket protege contra um vírus que circula mais nos EUA.  “Como as pessoas viajam mais, o vírus circula, então pode acontecer aqui no Brasil também”.

Com viagem marcada para os Estados Unidos, onde vai trabalhar por alguns meses, a engenheira Rafaela Peixoto, 26 anos, contou que já ligou em cerca de sete ou oito clínicas em Campinas, onde mora, mas não conseguiu a imunização: “Às vezes, nem te atendem”, acrescentou. De passagem por Sorocaba, a engenheira também tentou procurar pela vacina em algumas clínicas mas não encontrou nenhuma com estoque disponível para se vacinar. “Estou deixando de fazer as coisas que eu tenho que fazer para correr atrás da vacina”, reclamou Rafaela, que se diz preocupada com sua saúde, já que com o atraso na sua imunização, somado ao tempo de até três semanas para a vacina fazer efeito, a engenheira não sabe se estará segura quando desembarcar nos EUA. 

 

Álcool em gel também está esgotado nas farmácias

Com a ameaça da gripe H1N1 voltando ao cotidiano dos sorocabanos, as farmácias da cidade também têm sofrido com a falta de álcool em gel nos estoques. A alta procura tem chamado a atenção dos farmacêuticos, que se dizem assustados com a demanda que, segundo eles, nem os fabricantes esperavam.

A reportagem percorreu na manhã desta segunda-feira (11) diversas farmácias no Centro e, quando questionava a presença do álcool em gel nos estoques, ouvia a mesma resposta em todas: “Está em falta”. De acordo com diversos farmacêuticos, mesmo quando há produto na loja, a quantidade recebida é pouca para a demanda. “Acho que está faltando produtos no fabricante. A gente trabalha com cinco marcas diferentes aqui e todas estão em falta”, afirmou o farmacêutico Fernando Penedo.

Segundo os farmacêuticos consultados pela reportagem, pedidos de novas remessas de álcool em gel estão sendo feitos quase que diariamente, mas o crescimento da procura tem feito com que muitas vezes o produto acabe no mesmo dia. “Recebemos uma caixa com 30 unidades na sexta-feira e no sábado de manhã já tinha acabado tudo”, contou outra farmacêutica. 

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