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<< SAÚDE Atendimento a acamados faz média de 1.200 visitas domiciliares ao mês

Publicada em 10/04/2016 às 08:37
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(Assis Cavalcanti/Secom)
Facilidade para aqueles que têm dificuldade em deixar o domicílio e ir às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para receber atendimento, o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), popularmente conhecido como Acamados, é oferecido pela Secretaria da Saúde de Sorocaba. Atualmente, são 850 pacientes em acompanhamento, já que a equipe do SAD faz em média 1.200 visitas domiciliares por mês.
 
“O foco principal de atendimento são as pessoas com dificuldade de locomoção e sem doenças graves, e casos mais complexos, como de acamados que precisam de aparelhos para respirar ou se alimentar, por exemplo”, explica a coordenadora de Atenção Domiciliar da pasta, Eliane Aparecida dos Santos.
 
As visitas são feitas de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas - mesmo horário de funcionamento do serviço nas regiões norte, leste e oeste de Sorocaba. Nelas, o paciente recebe visita do médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social e psicólogo, de acordo com a necessidade de cada caso.
 
NOMENCLATURA E PROPÓSITO - A coordenadora ressalta que o SAD recebeu seu atual nome em 2014, com a adesão da Prefeitura à Portaria 963/2013 do Ministério da Saúde, que regulamenta a Atenção Domiciliar em âmbito nacional. “Os critérios de inclusão no serviço foram aprimorados, com a finalidade de atender aos pacientes acamados de acordo com a complexidade de cada caso: mais atendimento para quem mais necessita.”
 
Antes, esse tipo de atendimento era denominado Programa Médico da Família/Acamados e entrou em funcionamento em 1999, com o objetivo de atender às pessoas que tinham dificuldades de chegar à UBS. “Funcionava como se fosse a UBS na sua casa. Até 2013 foram mais de 15 mil pessoas atendidas”, recorda.
 
NA PRÁTICA - Nos casos considerados menos graves, as visitas são mensais. Mas, em outros classificados como de maior gravidade, podem ser feitas até uma vez por semana, explica a enfermeira Fabienne Jesus de Goes. A profissional, junto da técnica de enfermagem Amanda Miranda de Oliveira, foi ao encontro da aposentada Terezinha Ferreri, 77 anos, que passou por um eletrocardiograma.
 
De acordo com Fabienne, a paciente é acompanhada desde janeiro deste ano, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Hoje, ela não consegue locomover-se sozinha e, a todo o momento, precisa permanecer sob os olhares atentos da família. “O serviço que esses profissionais prestam é muito importante. Com essa dificuldade de mobilidade, seria difícil ela se deslocar para alguma unidade de saúde para fazer exames”, fala agradecendo a nora de Terezinha, Shirlei Donizeti Pedro Nascimento.
 
Até agora, Terezinha, que se alimenta por sonda, também já passou por exames de sangue, urina e, constantemente, tem seu índice glicêmico medido. “Tudo é passado para a médica da equipe depois para sabermos se é necessário adequar as medicações”, comenta Fabienne.
 
Sobre o trabalho que executa, a enfermeira afirma ser gratificante. Lembra, aliás, de um caso em que um paciente estava à beira da morte e, assim que começou a ser atendido pela equipe, conseguiu recuperar-se. “Ele estava com uma ferida muito grande, mas agora está melhorando. A esposa dele nos agradece muito pelo serviço que fazemos”, conta.
 
O ACESSO - O acesso ao serviço é por meio do telefone 156 ou via UBSs, Unidades de Pré-Hospitalares (UPHs), Pronto-Atendimentos (PAs) e hospitais, desde que o paciente não resida em áreas que são atendidas por um outro programa, o de Estratégia em Saúde da Família. “Identificando os casos com necessidade, eles podem encaminhar os pacientes”, explica.
 
A sede do SAD está localizada na Avenida Moreira César, 398 (antigo Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos – Ceeja), onde são prestados atendimentos aos cuidadores como serviço social, psicólogo, dispensação de insumos (como materiais para curativos, por exemplo) e documentos (receitas e atestados).
 
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