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publicado em: 23/07/2011 às 19h44:
Dia do Motorista: da praticidade às dificuldades em enfrentar o trânsito diário
 
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A cada dia sobe o número de carros no trânsito de Sorocaba e com isso os motoristas precisam administrar a impaciência para evitar o estresse (Foto: Fernando Rezende)
 
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Motorista de motocicleta, carro, ônibus, caminhão, carreta, não faz diferença, pois a homenagem é para todos no dia 25 de julho, Dia de São Cristóvão, considerado o padroeiro dos motoristas. Para a diversidade de condutores que fazem o trânsito fluir, desde os mais jovens, que acabaram de completar 18 anos e conquistaram a habilitação, até os mais idosos que ainda têm capacidade de dirigir. São homens e mulheres que se dedicam a manobrar o volante, profissionalmente ou apenas por lazer, encarando, assim, os desafios e a responsabilidade de uma direção segura. 

Muitos são os bons motivos para dirigir, como a praticidade e a comodidade, mas também existem as dificuldades apontadas pelos motoristas, como problemas nas vias, pedágios com altos custos, riscos de acidentes e outros. Enfrentar o trânsito em horários de pico é um desafio crescente e essa é a luta diária de motoristas que trabalham no trânsito, como o taxista João de Campos Rocha, 60 anos, que exerce a profissão há quase 40. “Esse trabalho não cansa fisicamente, mas estressa”, revela Rocha ao falar dos congestionamentos que encara nas ruas e avenidas de Sorocaba.

Quando saiu da cidade de Araçoiaba da Serra, em 1973, o desejo de Rocha era chegar a Sorocaba e conseguir um emprego. “Eu trabalhava na roça e quando cheguei aqui não tinha experiência em nada, por isso ficou difícil conseguir emprego. Como eu já tinha habilitação, minha opção foi virar taxista”, conta. Mas a profissão para ele não é só alegria, já que a cada dia somam as dificuldades. “Sou taxista mais por necessidade do que por prazer, pois é bem estressante.”

Conforme o motorista, que sustenta a família por meio da profissão, o grande número de carros circulando pelas vias da cidade causando congestionamentos é bastante prejudicial, principalmente para taxistas que trabalham atentos ao tempo. “Quando a gente fica parado por causa do trânsito e tem passageiro, a gente ainda lucra, pois o taxímetro continua rodando. Mas se o carro está vazio e precisamos voltar para o ponto, aí é só prejuízo.”

Táticas para ganhar tempo são as ferramentas utilizadas por esses motoristas, mas, conforme Rocha, o segredo desses profissionais já não é mais só deles. “Há alguns anos conhecer atalhos era precioso, mas agora todo mundo sabe. Quando a gente vai procurar atalho, arruma é trabalho para escapar do trânsito”, disse. “Novas vias e uma logística melhor para o trânsito de Sorocaba seria muito bom”, avalia.

Depois de tantos anos de profissão, o taxista até olha para o céu para agradecer por nunca ter sido assaltado ou sofrido acidente. “Tenho fé em Deus, peço proteção e confio.” Rocha aponta dois principais problemas para os motoristas que exercem essa profissão: quando trabalha de dia é o trânsito e quando de noite, é a segurança. “Essas são as maiores dificuldades de um taxista. O Centro está ficando pequeno para o crescimento da cidade, com isso o trânsito aumenta e a segurança fica frágil.”

MOTORISTA E EDUCAÇÃO - Não é só Rocha que gosta de manobrar um veículo, apesar dos desafios que enfrenta. A instrutora de autoescola Arlete Soares Stefane, 35 anos, também gosta demais de ser motorista e diz não acreditar na frase “mulher no volante, perigo constante”. Há três anos ela ensina jovens e adultos a dirigir e garante ser uma professora dedicada, que pensa na harmonia dos motoristas. “Eu gosto de ensinar e procuro passar para meus alunos formas de uma boa convivência no trânsito.” 

Assim como o taxista, a instrutora aponta um problema que prejudica o trânsito na cidade e aflige os motoristas, a falta de educação. “Muitos não obedecem à sinalização, alguns motoqueiros não têm paciência. Nisso os acidentes acontecem facilmente.” Com um filho de 19 anos, que também é motorista, Arlete afirma que a forma como o filho reage no trânsito é consequência do que ele vive dentro de casa. "A educação, em todas as áreas, vem de casa. Por isso educo meus filhos e meus alunos para que convivam bem no trânsito." 

O PADROEIRO – “Aquele que carrega Cristo”, esse é o significado do nome Cristóvão, o padroeiro dos motoristas. Também homenageado nesta data (25 de julho) ele é lembrado por muitos motoristas que pedem proteção no trânsito. A tradição conta que ele era um gigante que queria servir ao mais poderoso de todos os homens, Cristo, e por viver nas margens de um rio ajudava as pessoas a atravessar de uma margem a outra. Um dia, levou um "Menino", mas sofreu para O carregar, pois a Criança era demasiadamente pesada. Ele, então, pergunta qual o motivo de tanto peso. E o "Pequeno" diz que é porque Ele era o Cristo, e levava Consigo todos os pecados do mundo. Por tudo isso ele se tornou o padroeiro dos viajantes e dos condutores de veículos, tanto profissionais quanto amadores. 
 
 
 
 
 
 
 
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