Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019

Diário de Sorocaba





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Ações definitivas

Publicada em 12/08/2019 às 19:08
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Enquanto o Congresso Nacional vai tomando as últimas providências para encerrar o episódio da reforma da Previdência, que se arrasta por muito tempo, apesar de algumas exceções, o setor industrial continua dando sinais de que não vai bem, principalmente prejudicado pelos altos custos de produção que reduzem de maneira expressiva sua competitividade tanto dentro do País, onde perde espaço para os produtos importados, quanto no que diz respeito às vendas no exterior. Não é de hoje, também, que o empresariado brasileiro insiste na necessidade de redução do chamado custo Brasil, que engloba vários fatores, como o financiamento ainda caro, o custo da energia, os gastos com segurança e uma pesada carga tributária. Na verdade, a cobrança de impostos no Brasil é a mais pesada entre os países em desenvolvimento.
Falamos de uma verdadeira sangria, que tem sido responsável pelo arquivamento de projetos de investimento que minam a expansão do próprio País, sem se falar do fechamento de fábricas e da impossibilidade de abertura de novas oportunidades de emprego no mercado de trabalho. Tudo isso acaba agravando ainda mais a situação das milhões de pessoas que precisam levar o pão de cada dia para casa e não conseguem. Para economistas, a reforma da Previdência é só o primeiro passo para a retomada econômica, mas é preciso com urgência, também, a reforma tributária e muito mais para melhorar o ambiente de negócios fundamentais para o Brasil e o povo brasileiro. Sem isso, o País corre o risco de continuar com crescimento baixo. 
Infelizmente, para este ano, tudo deve permanecer muito devagar, só devendo melhorar de forma gradativa a partir do ano que vem, daí a razão de os brasileiros serem obrigados a permanecer com os pés no chão para que o desequilíbrio do orçamento familiar não venha a prejudicar a todos ainda mais.  É importante lembrar que, mais do que ninguém, o governo precisa fazer a sua parte, evitando os gastos desnecessários que só contribuem para embalar a já elevadíssima dívida pública, atualmente superior a R$ 5 trilhões.            
Enfim, pelo futuro promissor que o Brasil pode alcançar em termos de economia, o governo e os agentes políticos precisam fomentar um novo modelo econômico para que a evolução brasileira possa sair da estagnação em que se encontra. São muitas as reformas que devem ser feitas para que as oportunidades não continuem sendo perdidas pela população em geral. Ações governamentais definitivas é o que se espera daqui para frente.