Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019

Diário de Sorocaba





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As drogas e os programas ineficazes

Publicada em 17/07/2019 às 19:08
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Nestes tempos modernos de tantos desajustes sociais, controvérsias, flagelos morais, desavenças e absurdos de todos os tipos, não é nenhuma novidade dizer que o público jovem é um dos mais vulneráveis ao consumo de drogas. Quem se dispuser a dar um rápido giro pelas festas e bares da cidade pode comprovar com facilidade o fato de que essa parcela da população, formada, principalmente, por muitos universitários, faz uso de algum tipo de droga, tanto ilícita, como a maconha, quanto lícita, casos do álcool e do cigarro. Também é fato que esse cenário nunca deixa de motivar estudos sobre o assunto e a realização de inúmeras campanhas e outras ações antidrogas veiculadas constantemente pelos meios de comunicação.  
Apesar disso, sabe-se que programas de prevenção ao consumo de drogas dirigidos aos jovens ainda não são suficientemente eficazes, tanto é que esse problema não para de se alastrar pelo País. De acordo com especialistas no assunto, apesar de o jovem demonstrar preocupação com relação às substâncias tóxicas, os universitários, de um modo geral, ainda têm uma visão superficial sobre o assunto. E o importante seria justamente ampliar o conhecimento e a compreensão do fenômeno das drogas dentro do contexto universitário, tendo em vista, especialmente, a necessidade de se desenvolver programas preventivos, adequados e específicos para essa população durante o seu período de formação. Na verdade, é conhecendo melhor a relação do universitário com as drogas que o educador e a escola como um todo poderão contribuir de maneira significativa para a implementação de atividades preventivas. Sem isso, as coisas não funcionam e sempre continuará sendo difícil controlar o avanço dos entorpecentes entre a juventude.  
Sabe-se que a maior parte dos programas de prevenção é dirigida à infância e à adolescência, atingindo, principalmente, o Ensino Fundamental e Básico. E, de acordo com os profissionais no assunto, é evidente que são necessários estudos de prevenção com relação a esses segmentos da população, mas o universitário também precisa de um olhar especial sobre a problemática que o envolve no seu período de transição e formação acadêmica, profissional e humana. 
Na verdade, contra esse mal que não para de atingir de maneira tão drástica a juventude, é preciso um esforço cada vez maior dos diversos segmentos sociais, visão crítica e debate franco e aberto sobre o complexo mundo que envolve a produção, o comércio e o consumo de drogas. 
É preciso descobrir as estratégias adequadas de enfrentamento, compreendendo-se melhor o que as drogas significam de pior para toda a sociedade. Além disso, uma educação preventiva deve fornecer elementos para que a juventude possa avaliar, de forma consciente, as suas opções individuais no que diz respeito ao uso ou não das drogas. Infelizmente, hoje em dia, do jeito que as coisas caminham, cada vez mais decadentes, não se pode vislumbrar um futuro saudável para o Brasil.