Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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A destruição da Mata Atlântica

Publicada em 24/05/2019 às 22:06
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Levando-se em conta que na segunda-feira, dia 27, será comemorado o Dia da Mata Atlântica, nunca é demais refletir sobre quais são as esperanças para que o  ecossistema que possui a maior diversidade de todo o mundo não continue a ser degradado cada vez mais. É preciso destacar, de imediato, como são muitos ainda os grupos que pensam de maneira antiquada e não respeitam a lei da Mata Atlântica. Infelizmente, não são poucos aqueles que pensam que a preservação das florestas compromete o desenvolvimento econômico, como se só isso bastasse para valorizar e aumentar a qualidade de vida das pessoas.  
Apesar da visibilidade quase nula de muita gente sobre o futuro, notadamente os políticos, é preciso dizer que ao longo dos anos foram muitos os avanços impulsionados por segmentos do governo e da sociedade sobre esse assunto. O Ibama, por exemplo, apesar de todas as deficiências que possa ter nessa área, nunca deixa de promover seminários e inÚmeras outras atividades sobre as Matas Ciliares, vegetação que obrigatoriamente deve existir ao redor dos rios e córregos. Nessas ocasiões, nunca deixa de ser colocado em pauta tudo aquilo que é necessário para sustentar e diversificar as áreas de preservação permanente das margens dos rios como estratégia de restauração ambiental. Os chamados Sistemas Agroflorestais são uma forma de estimular produtores rurais e aumentar sua área de floresta e, ao mesmo tempo, diversificar a produção agrícola.
Embora seja necessário registrar que o desmatamento no Brasil atingiu o menor índice desde 1985, o fato é que as investidas sobre as matas continuam sendo das mais criminosas e difíceis de serem contidas, fato que só agrava a saúde da população. Basta lembrar que da Mata Atlântica, que vem sendo destruída desde o Descobrimento do Brasil, resta muito pouco ao longo de todo o litoral brasileiro. Da mesma forma, embora a maioria dos brasileiros não conheça a dura realidade da natureza que vai sendo destruída diariamente, os dados disponíveis dão conta de que cerca cerca de um campo de futebol é devastado na Amazônia a cada hora. 
Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil tem a responsabilidade de providenciar, até 2025, a recuperação de quase 12 milhões de áreas florestais. E o que a maioria dos brasileiros também não sabe é que a Mata Atlântica e as montanhas sempre foram provedoras da água que abastece todas as cidades. Por tudo isso, é preciso enfatizar cada vez mais que, para que essas fontes de vida não sequem, é de suma importância a aplicação de mecanismos de conservação e de apoio às pessoas que vivem diretamente integradas aos sistemas florestais. O Brasil precisa sair com urgência do lugar comum em que se encontra e trabalhar como se deve para garantir o futuro das próximas gerações.