Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019

Diário de Sorocaba





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Sufoco na educação

Publicada em 15/05/2019 às 23:08
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Quando se analisa problemas sociais, ambientais, políticos e de infraestrutura de diversos países, percebe-se que, na sua grande maioria, eles se referem à educação, principalmente sobre a falta dela ou de um programa claro de educação geral e integrada da Nação. Neste caso, o Brasil não está fora do cenário, mas o grande problema que sofre hoje é a falta crônica de programas reais e sustentáveis de educação e formação, inclusive do segmento universitário. Ao mesmo tempo que os os próprios estudantes não dão o devido valor ao aprimoramento do ensino, as autoridades competentes também não fazem a sua parte no sentido de que as coisas possam melhorar, evitando que mergulhem no sufoco. 
Neste momento, por exemplo, está em discussão a intenção do ministro da Educação, Abrahan Weintraub, de cortar verbas do ensino básico e das universidades federais, fato que sem dúvida nenhuma prejudicará as atividades de todas elas, apesar de muitas não corresponderem às exigências do Brasil atual. De qualquer forma, nunca é demais lembrar que a grande maioria das universidades públicas e privadas são instituições cuja relevância é vital para o País. Elas têm um papel decisivo na transmissão do conhecimento, no avanço da pesquisa, na formação dos profissionais de inúmeras atividades e, não menos importante, na formulação das ideias e do pensamento crítico. 
Da maneira que o ministro pretende levar adiante a sua iniciativa, sem maiores explicações às universidades, é evidente que as coisas acabam fugindo do controle e provocando um alvoroço em todo o País. Tanto é que, além das manifestações que foram realizadas ontem em todo o País por professores,  alunos, funcionários e sindicalistas, o ministro também foi convocado a  comparecer à Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre o que realmente o governo pretende com a redução dos recursos financeiros ás instituições. O fato é que, de repente, as más notícias nunca ficam para depois. E, neste caso, há que se valorizar a participação das universidades na vida do País, em especial no sentido de garantir à sociedade uma presença efetiva em assuntos relativos ao ensino, à pesquisa, à administração e ao planejamento não só da universidade, mas também de uma série de segmentos que têm efetiva presença no desenvolvimento brasileiro. Por isso é que o Dia Nacional em Defesa da Educação acabou ganhando muita força em todo o Brasil.  
É evidente que normas devem existir em todo e qualquer setor de atividade, mas não se pode ignorar que deve haver espaço numa universidade moderna, dinâmica e voltada para a pesquisa e a busca da verdade científica. Ela não pode ser tutelada nem enfrentar tantas dificuldade para desenvolver suas atividades. Daí a importância de o governo ficar atento ao que está acontecendo neste momento.