Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019

Diário de Sorocaba





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Combate às ervas daninhas

Publicada em 14/05/2019 às 23:08
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De cinco anos para cá, desde que assumiu a responsabilidade de julgar e condenar os envolvidos nos casos da "Lava-Jato", nunca mais o juiz Sérgio Moro deixou de incomodar os governantes e políticos corruptos e corruptores. Ainda hoje não são poucos aqueles que tentam afastá-lo de tudo, ao contrário do que a população deseja, para impedir o avanço das organizações criminosas que há anos e anos causam grandes estragos nos recursos públicos que deveriam ser destinados à saúde, à educação e às obras que são necessárias para que os brasileiros possam viver melhor.
Assim que foi convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Moro tomou a iniciativa de apresentar o pacote de leis anticrime para endurecer o combate aos criminosos que florescem como ervas daninhas por todo o Brasil. Claro que grande parte dos políticos das bandas podres não gostaram de nada disso. Mais recentemente, uma comissão especial da Câmara dos Deputados também preferiu não passar o Coaf (Conselho de Administração Financeira) para o seu ministério, já que isso iria complicar a vida daqueles que não se cansam de viver à margem das leis. 
Na verdade, Moro nada mais quer do que atender ao clamor da sociedade por medidas que reduzam o crime, a violência e a corrupção no País. Ele está certo quando afirma que os três problemas - corrupção, crime organizado e crime violento - caminham juntos e exigem enfrentamento comum. Sabendo que no Brasil não bastam vontade e boas intenções para que mudanças sejam promovidas na esfera política, ele passou a fazer de tudo para criar um ambiente favorável ao pacote na opinião pública. Moro, porém, nunca deixa de enfrentar problemas. Ainda são muitos aqueles que fazem de tudo para o circo continuar pegando fogo, daí a necessidade de se criar condições políticas favoráveis para se alcançar resultados positivos.  
Sabe-se que o governo federal tem duas áreas prioritárias bem definidas:  a agenda econômica, com as reformas estruturais, especialmente a da Previdência, e ações e iniciativas para reduzir a violência e insegurança no País. Deve ser lamentado que dois setores fundamentais - saúde e educação - ainda não tenham recebido prioridade absoluta. O que se observa na educação, por exemplo, é a atenção para questões ideológicas secundárias e que não tratam dos reais problemas; e, na saúde, o silêncio tem sido a marca do atual Ministério.
O fato é que o conjunto de medidas apresentadas deveria ser analisado e discutido com mais responsabilidade, sem que se eternizasse no tempo e no espaço. Leis contra o crime podem não representar a solução definitiva para esse grave problema, mas são necessárias e urgentes no País. A sociedade brasileira precisa estar atenta contra os eternos enganadores que não querem o melhor para o Brasil.