Terça-Feira, 18 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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Preocupação permanente

Publicada em 17/04/2019 às 22:06
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Com o aumento do número de casos registrados nos últimos meses, a preocupação com a dengue voltou a crescer em Sorocaba. Tanto os órgãos públicos como a população precisam fazer a sua parte para evitar o pior, já que não tem sido fácil o controle e a prevenção do Aedes aegipty, mosquito transmissor da doença. Todos sabem que a sua proliferação é extremamente complicada nas áreas urbanas, exigindo ações permanentes dos poderes públicos, desde procedimentos educativos à fiscalização efetiva em imóveis, com equipes que buscam identificar as situações de risco. E o sucesso de tudo depende, na realidade, da participação e adesão das pessoas em suas casas e em todos os locais onde atuam ou trabalham. Sabe-se que há ainda o clássico problema dos imóveis vazios, onde o controle fica ainda mais problemático. 
Tudo isso, no entanto, não deve ser motivo de esmorecimento. Ao contrário, deve ser encarado como desafio a ser vencido através de um trabalho desenvolvido 24 horas durante todos os 365 dias do ano. Ninguém pode baixar a guarda, já que a dengue é uma doença insidiosa que, quando menos se espera, volta com muita força. Apesar do início do outono, com redução das temperaturas, as chuvas voltaram, e com elas as ameaças de água parada que precisam ser combatidas e enfrentadas a todo custo. Não há outro modo de evitar que o problema continue a se alastrar. 
Nunca é demais enfatizar que a ameaça que paira sobre o Brasil não deixa de ser um pesadelo que pode se transformar em avassaladora epidemia de dengue. Até porque, no rastro da doença outras preocupações mais graves surgem com a chicungunha, a febre amarela e o zika vírus, que vem sendo relacionado com a microcefalia em bebê.
Assim sendo, é fundamental a adoção de políticas públicas cada vez mais eficientes e que realmente promovam o fortalecimento das secretarias municipais, estaduais e federais, sem se falar da capacitação dos agentes de saúde. Entre outras medidas, o governo e todos os órgãos que atuam no setor precisam adotar um diálogo mais franco e intenso com a sociedade, a fim de orientá-la e conscientizá-la da melhor maneira, desde os mais jovens até o mais velhos. 
Da mesma forma, é necessário cada vez mais incentivar e investir recursos em todas as pesquisas que são feitas para descobrir uma vacina que possa fazer frente ao mosquito, que traz uma série de problemas à saúde de toda população. A preocupação de todos deve ser permanente para evitar que os problemas se multipliquem sem parar por todos os lados.