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Diário de Sorocaba

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Os que cobram e os que executam

Publicada em 12/04/2019 às 23:04
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O governo parece que conseguiu ampliar, nos últimos dias, a lentidão da articulação política no que diz respeito à reforma da Previdência. Era o que estava faltando para que as coisas evoluíssem com vistas às discussões sobre o assunto e cuja votação, no Congresso Nacional, deve ocorrer, segundo as previsões, no mês de junho. Levando-se em conta as dificuldades iniciais, parece que as frequentes reuniões do presidente Jair Bolsonaro com as lideranças de todos os partidos políticos têm contribuído para amenizar a situação. 
O importante, de fato, é o Palácio do Planalto traçar uma linha de conduta que possa superar os problemas políticos, já que eles tornam muito mais difíceis as tarefas que o governo deve implementar com urgência. Quem não está acostumado com a efervescência política que ocorre no âmbito do Poder Executivo, nunca deixa de encontrar sérios obstáculos pela frente para desenvolver suas atividades administrativas. Costuma-se dizer que ao artista e ao político, principalmente aquele que atua no Executivo, é necessário possuir não apenas a visão do que pretendem transmitir, mas, também, a habilidade e o talento através dos quais poderão apresentar os bons resultados imaginados.         
Nesse quadro se encaixam o presidente Jair Bolsonaro e todos aqueles que ocupam cargos no Executivo. Não raras vezes, eles têm a força para fazer o melhor, mas não a competência para transformar ideias em algo definido e concreto, apesar das boas intenções. Entretanto, o reconhecimento ainda que tardio dos equívocos cometidos poderá ser compensado se forem tomadas as decisões certas e urgentes, mediante a seleção de pessoas, equipes de trabalho adequadas e seriedade no desenvolvimento de suas atribuições.  
É dessa maneira, deixando os atritos de lado, que o chefe da Nação aos poucos vai corrigindo os rumos de sua atuação com o objetivo de alcançar o melhor para toda a população. Deputado federal que foi durante quase 28 anos, período em que nunca deixou de fazer cobranças de todos os tipos para os governantes de plantão, neste início de sua gestão Bolsonaro só poderia mesmo encontrar dificuldades para fazer aquilo que sempre cobrou de todo mundo, até porque, na política, há uma grande diferença entre os que cobram e os que devem executar.
Com bom senso e ponderação nas atitudes que toma, ele deve mostrar de maneira clara a toda a sociedade o que pensa, o que fará e a forma como fará tudo aquilo que pretende nos próximos anos. Nenhum governante pode esquecer que a população está cada vez mais atenta ao que ocorre, observando e comparando muito mais todos os fatos.