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Diário de Sorocaba

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Fiscalizar, denunciar e cobrar

Publicada em 11/01/2019 às 00:01
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O governo do presidente Jair Bolsonaro deverá ter muito trabalho - e os brasileiros, muito aperto - até o Brasil se livrar da herança de tantos anos de corrupção devastadora e de irresponsabilidade nas contas públicas. Quase dez anos depois do início da crise global, a maior parte dos países afetados já respiram aliviados e seguem com o pé no acelerador do desenvolvimento, enquanto o Brasil sofre para sair do atoleiro em que foi jogado. A boa notícia é que a nova equipe governamental está disposta a corrigir o rumo de tudo aquilo de pior que comprometeu a vida do País e dos brasileiros.
Certas coisas, a sociedade não leva em conta, mas o fato é que hoje a dívida pública do Brasil já passou de interna e virou eterna. De acordo com os dados disponíveis pelos economistas de plantão, cada brasileiro já nasce devendo em torno de R$ 15 mil. Como o juro no Brasil sempre foi mais de 200% ao ano, o coitado não paga nem o acréscimo de seu débito. O governo do PT, através de seu criador, Lula da Silva, nunca deixou de se vangloriar de ter pagado a dívida com o FMI, mas nunca detalhou de onde tirou o dinheiro para isto. Prevaleceram as mágicas e muitas outras fantasias. Não se pode esquecer que em 1995 o País tinha uma dívida interna de pouco mais de R$ 60 bilhões e agora deve quase R$ 5 trilhões. 
A única vantagem é que os governos que se sucederam nunca precisaram pagar a dívida com dinheiro, já que sempre cobriram os rombos com o sacrifício do povo, apelando para medidas como corte de investimentos em coisas básicas, tanto na saúde como na educação, segurança, infraestrutura e tudo mais. Como é uma conta eterna, a sociedade paga pela eternidade. A dívida aumenta para cada um que nasce e todos só ficam livres quando morrem. E assim caminha a humanidade brasileira. Pelo menos a população, desacorçoada com tudo, aprendeu a não acreditar em mentiras, descobrindo que é ela quem deve ditar as regras do jogo.
Desde a Grécia e a Roma Antiga o caminho para o cidadão é um só: fiscalizar, denunciar e cobrar, não deixando para depois o que deve ser feito hoje. Sabe-se que os falastrões sempre vão surgir, já que os mentirosos não acabam nunca. O que se espera é que os desmandos daqui para frente possam ser contidos de maneira adequada e responsável, contribuindo para a evolução do Brasil.