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Diário de Sorocaba

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Previsões preocupantes

Publicada em 06/12/2018 às 00:12
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Apesar de nem sempre se falar com a mesma insistência sobre as principais doenças que o Aedes Aegypti transmite - dengue, chikungunha, zika vírus e, em áreas silvestres, a febre amarela, entre outras - o fato é que ninguém deve descuidar, em hipótese alguma, de tudo aquilo de pior que representam. Nesta época, por exemplo, quando as chuvas são mais intensas, sem se falar do calor que também é mais forte, a tendência é de maior proliferação do mosquito transmissor das doenças e cujos focos estão exatamente dentro das residências.
Diante do que vem ocorrendo, nem o Ministério da Saúde sabe com precisão o que vai acontecer nos próximos meses e anos no Brasil com relação a esse tipo de problema. Não se trata de uma tarefa fácil e, por isso mesmo, as previsões acabam sendo preocupantes. A questão da zika, por exemplo, como consta nos estudos especializados, avançou de tal maneira nos últimos anos que acaba impressionando até os mais otimistas. Os debates que são feitos a respeito sugerem que todos devem se preparar para conviver com a zika de forma endêmica, exatamente como já ocorre com a dengue.                              
Sabendo-se que todo e qualquer ser humano tende a temer o que desconhece, no caso em questão, com a proliferação de tantas doenças, não há outro meio de se desvendar o inimigo senão através de um investimento maciço e coordenado em pesquisas relacionadas ao vírus das doenças. Nesse sentido, como afirmam os especialistas, o desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos específicos, são peças fundamentais para que a batalha possa ser vencida. Só que nem sempre isso ocorre com a intensidade que se espera, já que os investimentos no setor sempre deixam muito a desejar no País.          
Para que as coisas não se tornem cada vez mais difíceis, é importante todo mundo se conscientizar sobre a necessidade de se enfrentar o mosquito da dengue com determinação e de maneira ininterrupta. No caso de São Paulo, por exemplo, há que se apoiar os municípios paulistas no trabalho campal de combate ao Aedes Aegypti. 
Há que se incentivar muito mais a realização de mutirões de limpeza em todas as cidades. É essencial a adoção de políticas públicas mais eficientes, que promovam o fortalecimento das secretarias municipais, estaduais e federais de vigilância e a capacitação dos agentes de saúde. Inclusive, se for o caso, será necessário adotar medidas impopulares, como multas e penalidades para aqueles que de forma negligente insistem em permitir a formação de criadouros do Aedes Aegypti em seus quintais.