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Diário de Sorocaba

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Inconsequências políticas

Publicada em 09/11/2018 às 01:11
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Depois do forte impacto que representou a derrota que sofreram nas eleições deste ano em todo o Brasil, por conta de todas as lambanças que promoveram desde que chegaram ao Palácio do Planalto em 2003, os petistas não se dão por vencidos e começam a articular uma forte oposição ao governo de Jair Bolsonaro. Apesar de ser algo sem sentido neste momento pós-eleitoral, até porque o novo presidente nem teve tempo para começar a trabalhar, o povo brasileiro sabe muito bem que nada de melhor pode esperar de um partido que vai dando os últimos suspiros e praticamente não tem nada a acrescentar à vida política nacional daqui para frente. Claro que até seria interessante que tivesse algo de bom a oferecer, até porque o Brasil precisa da participação de todos para o seu desenvolvimento ordenado, mas os brasileiros sabem que contar com a boa vontade da “companheirada” é algo difícil de se imaginar. 
A ninguém é dado o direito de ignorar que o clima psicológico no País ainda é tenso por conta de toda a agressividade durante o processo eleitoral deste ano. E é importante todo mundo entender que a responsabilidade de manter as desavenças dentro de limites aceitáveis é de todas as lideranças políticas e da sociedade brasileira. No entanto, o ex-presidente Lula, que segue preso em Curitiba, e também seus companheiros de partido, são inegavelmente aqueles que podem jogar tudo por água abaixo, fomentando as divergências de toda ordem no Brasil. Infelizmente, essa gente faz questão de não entender a lógica do processo democrático do qual tanto falam, ignorando a diferença entre a legitimidade e a simples legalidade do poder. Embora seja natural que nem todos aceitem a chegada de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, a sua vitória deve ser vista e entendida como legítima. E, pelo menos neste momento, ele está se mostrando uma pessoa comedida, sem arrogância, procurando atender e se aproximar de todos na tentativa de fazer o melhor pelo Brasil a partir de janeiro de 2019. 
Claro que, certamente, o novo presidente não vai desenvolver seu mandato sem ter de enfrentar muita resistência política, mas, levando-se em conta o bem da Nação, que ao longo deste século só foi empurrada para o fundo do poço, pelo menos neste momento é importante que ele possa traçar as metas e organizar como se deve o trabalho que pretende realizar. 
Os conhecidos “salvadores da Pátria” não podem continuar tentando incendiar o Brasil de maneira inconsequente e em prejuízo de todos os brasileiros. Os interesses nacionais devem se sobrepor de todas as maneiras aos interesses imediatos de todos aqueles que nos últimos anos viveram à sombra do Poder.